ASSISTêNCIA

Cerca de 1,7 milhões de pessoas vão beneficiar do programa "Kwenda"

Programa Kwenda contribui para o combate à pobreza em várias regiões de AngolaImagem: DR

15/04/2026 12h54

Luanda – A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, revelou que o Programa de Fortalecimento da Protecção Social “Kwenda” já beneficia, desde a sua implantação em Angola, em 2020, cerca de 1,3 milhões de famílias em situação de vulnerabilidades e prevê chegar a 1,7 milhões, nos próximos dois anos.

Vera Daves de Sousa falava, esta terça-feira, em Washington, Estados Unidos da América, num encontro de alto nível sobre a "acção dos países em matéria de emprego para os pobres”, inserido nas Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na ocasião, esclareceu que o Kwenda", co-financiado pelo Banco Mundial e o Governo de Angola, não se limita à fornecer dinheiro, mas também sementes, fertilizantes e outros meios que garantam solução para a saída definitiva da pobreza das famílias abrangidas.

Referiu-se, igualmente, a experiência de Angola na transformação agrícola familiar, através do Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e Comercialização (MOSAP), financiado pelo Banco Mundial, bem como os programas voltados para a criação de emprego para jovens.

Precisou que tais iniciativas estão a contribuir para empoderar as pessoas em situação de vulnerabilidade, criando condições para que deixem de depender do Governo, tendo assegurado que o Executivo angolano vai continuar a acompanhar os programas, em prol da promoção da independência dos agregados.

Além de Angola, participaram no encontro representantes do Brasil, Camarões, Rwanda, Jordânia e Bangladesh, que partilharam as suas experiências em questões de assistência social e criação de emprego e reconheceram o papel do Banco Mundial na inclusão social e melhoria do padrão de vida das famílias.

A agenda de trabalho da delegação angolana nas reuniões de primavera do Banco Mundial e do FMI incluiu ainda encontros com o vice-presidente regional para África Oriental e Austral do banco, Ndiamé Diop, e técnicos que acompanham os projectos estruturantes financiados pela instituição financeira em Angola.

As reuniões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, iniciadas esta segunda-feira (13), terminam sábado (18), e decorrem sob o lema “Construindo prosperidade por meio de políticas", com participação de responsáveis de bancos centrais, ministros das finanças e do desenvolvimento, parlamentares, executivos do sector privado, representantes da sociedade civil e académicos.

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