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Angola integra nova dinâmica global da exploração espacial

Membro do GGPEN (à dir.)Imagem: DR

16/04/2026 12h40

Luanda - O êxito da missão Artemis II, lançada a 1 de Abril a partir do Kennedy Space Center, nos Estados Unidos da América, reforçou, o posicionamento de Angola no panorama da exploração espacial e a abrir novas oportunidades para o desenvolvimento tecnológico e a capacitação da juventude.

A missão, que realizou com sucesso a trajectória em torno da Lua, regressou à Terra no dia 10 de Abril, com a cápsula Orion a efectuar uma reentrada segura e amaragem assistida por equipas da NASA, encerrando mais uma etapa do Programa Artemis.

O lançamento foi acompanhado por uma delegação angolana liderada por Zolana João, director-geral do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), evidenciando o envolvimento activo do país nos grandes marcos da exploração espacial global.

Enquanto signatária dos Artemis Accords, Angola integra um grupo de nações comprometidas com a utilização pacífica e sustentável do espaço, participando nas discussões que moldam a nova economia lunar e a governação internacional do sector.

De acordo com a nota, citada pelo JA Online, este posicionamento resulta da estratégia do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, que tem vindo a apostar no sector espacial como motor de inovação, transformação digital e crescimento sustentável.

Oportunidades para o país

A participação de Angola neste novo ciclo da exploração espacial, sobretudo no contexto das futuras missões como a Artemis III, abre espaço para a cooperação directa com agências internacionais, incluindo projectos ligados a comunicações satelitais, processamento de dados e desenvolvimento tecnológico.

Entre os benefícios apontados estão a integração de técnicos angolanos em equipas internacionais, a criação de centros de inovação e hubs tecnológicos, bem como a transferência de conhecimento e tecnologia com impacto na economia nacional.

O documento destaca ainda que jovens engenheiros, startups e investigadores passam a ter acesso a oportunidades concretas, deixando de depender apenas de iniciativas académicas e passando a integrar projectos práticos de grande escala.

Neste quadro, Angola posiciona-se para participar na chamada economia espacial, com potencial intervenção em áreas como logística, dados, operações e serviços ligados à exploração lunar.

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