IGREJA CATóLICA
Papa Leão XIV termina visita a Angola
21/04/2026 11h05
Luanda – O Papa Leão XIV deixou, esta terça-feira, Angola, e recebeu cumprimentos de despedida, no Aeroporto Internacional 04 de Fevereiro, do Presidente da República, João Lourenço.
A cerimónia de despedida incluiu honras militares, devidas a um Chefe de Estado, condição do Santo Padre, enquanto líder do Estado do Vaticano.
Antes da partida com destino a Guiné Equatorial, o Pontífice passou em revista a guarda de honra e ouviu os hinos nacionais do Vaticano e de Angola.
A visita apostólica decorreu de 18 a 21 do corrente mês, e o Papa Leão XIV agradeceu, na tarde de segunda-feira, o Executivo angolano pelo empenho na organização da sua visita, destacando o acolhimento e a fé vividos, ao longo da estada em território nacional.
O reconhecimento foi manifestado durante a missa campal celebrada, segunda-feira, na cidade de Saurimo, província da Lunda-Sul, perante mais de 40 mil fiéis.
À sua chegada a Luanda, sábado último (18), o Papa manteve encontros com o Presidente da República, João Lourenço, e com entidades políticas, membros da sociedade civil, corpo diplomático e líderes religiosos, onde apelou ao reforço do diálogo, coesão social e compromisso com o bem comum, tendo destacado o papel das instituições na promoção da estabilidade e desenvolvimento sustentável.
A agenda da visita incluiu missas campais, nas cidades do Kilamba, em Luanda, e em Saurimo (Lunda Sul, assim como reza do terço, no Santuário da Muxima (província de Icolo e Bengo, assim como visitou um centro de acolhimento de idosos, na Lunda Sul, e um encontro com a comunidade religiosa, na Igreja da Nossa Senhora de Fátima (Luanda).
A visita do Papa Leão XIV esteve focada na esperança, reconciliação e paz, tendo se reunido também com os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST).
Neste seu primeiro périplo pelo continente africano, desde o início do pontificado, em Maio de 2025, o Papa Leão XIV já visitou a Argélia e os Camarões, seguindo-se a Guiné Equatorial, depois de Angola.
Na missa campal na Centralidade do Kilamba, província de Luanda, participaram mais de 600 mil pessoas, e na recitação do Santo Terço, no Santuário de Nossa Senhora da Muxima, em Icolo e Bengo, estiveram aproximadamente 400 mil peregrinos.
Durante a sua estada, registaram-se fortes manifestações populares de apoio, com fiéis a acorrerem em massa aos locais das celebrações e à Nunciatura Apostólica, onde o Santo Padre esteve hospedado.
Na missa, em Saurimo, o Santo Padre afirmou que muitos dos desejos da humanidade continuam frustrados pela acção dos violentos, pela exploração dos prepotentes e pelo engano da riqueza, e enfatizou que quando a injustiça corrompe os corações, o pão destinado a todos passa a ser propriedade de poucos e cria desigualdades profundas entre os povos.