DROGAS

Angolanos em julgamento na Nigéria por tráfico de drogas pesadas

DrogasImagem: jornaldeangola.ao

22/04/2026 10h23

Luanda – dois cidadãos angolanos estão a ser julgados, desde terça-feira, na Corte de Justiça Estadual da cidade de Kano (Nigéria), por tráfico internacional de drogas pesadas.

Os dois angolanos, Wilson Fernando Ngoma e Martins Mbandu Makiadi, foram detidos, a 04 de Fevereiro de 2026, no Aeroporto Internacional de Kano, com cápsulas ingeridas.

Com efeito, Wilson Fernando Ngoma foi detido com 1,311 quilogramas de drogas em cápsulas no estomago, enquanto Martins Mbandu Makiadi tinha 0,92 quilogramas de cocaína, quando tentavam viajar com destino Istambul, Turquia.

Os acusados foram aliciados em Luanda e recepcionaram a droga na Nigéria, através de um sindicato de contrabandistas a troco de valores monetários estimados em três mil dólares para cada um, adianta uma nota de imprensa da Embaixada de Angola na Nigéria.

Durante a audiência de julgamento, os acusados declararam-se culpados de exercer uma actividade que ofende a lei nigeriana.

O laboratório forense da agência nigeriana de combate ao narcotráfico confirmou que a droga apreendida tem cem por cento de pureza.

A sentença será pronunciada a 13 de Maio próximo, na cidade de Kano.

Durante a audiência de julgamento, a Embaixada de Angola na Nigéria esteve presente com um comité de acompanhamento integrado por quatro diplomatas, chefiado pelo conselheiro Osvaldo Bravo da Rosa.

Recorde-se que este é o segundo caso de angolanos presos por trafico de drogas na Nigéria, em menos de um ano.

A 19 de Junho do ano passado, o mesmo tribunal julgou e condenou a cinco anos de prisão efectiva, o angolano Mbala Dajou Abuba, por ingestão de 1,829 quilogramas de cocaína (120 capsulas), quando tentava embarcar no Aeroporto Internacional de Kano com destino a Istambul, Turquia.

Apesar de não existir Acordo de Extradição com a Nigéria, a autoridade da agência nigeriana de combate ao narcotráfico está a trabalhar com o Serviço de Investigação Criminal de Angola para desmantelar a rede de recrutadores e os barões de drogas da Nigéria cujo perfil de aliciamento é invariável.

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