Executivo reitera compromisso na melhoria da qualidade do ensino superior
Luanda – O ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), Albano Ferreira, reiterou esta quinta-feira, em Luanda, o compromisso do Executivo em melhorar a qualidade do ensino superior, investigação científica e formação de quadros qualificados.
O governante fez este pronunciamento à margem do acto de apresentação dos Anuários Estatísticos, que visam impulsionar o sistema de informação do sector e apoiar a tomada de decisões baseadas em evidências.
Na ocasião, sublinhou que o ensino superior é estratégico para a formação de capital humano, promoção da investigação e dinamização da inovação, e defendeu a necessidade de reforçar a qualidade dos programas, reduzir o abandono escolar e melhorar o acompanhamento pedagógico.
Albano Ferreira acrescentou que os instrumentos estatísticos apresentados são fundamentais para monitorizar o desempenho do sector, acompanhar a sua evolução e avaliar políticas públicas, em alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027.
De acordo com o director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Ensino Superior, Lokonda Nzuzi, no ano académico 2021/2022, o sub-sistema contou com 98 instituições, entre públicas e privadas, e foram disponibilizadas 151 mil e 926 vagas, admitidos 91 mil 652 candidatos e graduados 27 mil 58 estudantes.
No período 2022/2023, o número de instituições aumentou para 100, com a disponibilização de 172 mil 940 vagas e a graduação de 29 mil 302 estudantes.
Já no ano académico 2023/2024, o sub-sistema passou a contar com 104 instituições, e disponibilizadas 231 mil 932 vagas, admitidos 99 mil 017 estudantes e graduados 31 mil 503.
As instituições de ensino superior contam actualmente com 20 mil 419 funcionários, dos quais 14 mil 062 são do sexo masculino e 6 mil 357 do feminino.
Do total, 8 mil 756 exercem funções em instituições públicas e 11 mil 663 em instituições privadas, sendo 11 mil 947 docentes.
Foi igualmente apresentado um estudo sobre a eficácia interna do sistema, que analisa o desempenho académico dos estudantes com base em indicadores como taxas de retenção, abandono e conclusão.