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Famílias afectadas pelas cheias em Benguela começam a regressar às suas casas

Operação de resgate de cidadãos afectados pelas cheias no município de Benguela
Operação de resgate de cidadãos afectados pelas cheias no município de Benguela Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 12h05 06/05/2026

Benguela – Mil 634 famílias afectadas pelas cheias do rio Cavaco, a 12 de Abril último, em Benguela, regressaram já às suas residências, de acordo com dados saídos da reunião da Comissão Provincial de Protecção Civil, realizada esta segunda-feira, sob orientação do governador Manuel Nunes Júnior.

Segundo se soube, o Governo Provincial de Benguela reiterou o empenho na assistência às populações afectadas pelas recentes inundações, e assegurou a continuidade do apoio alimentar, médico e medicamentoso.

Paralelamente, decorrem acções técnicas de emergência, com destaque para a limpeza dos bairros atingidos e construção de diques de protecção ao longo do rio Cavaco para mitigar futuros riscos.

Entretanto, várias famílias enfrentam dificuldades no acesso a serviços públicos e instituições bancárias, devido à perda de documentos pessoais durante as cheias.

Vários cidadãos manifestaram preocupação com a situação, referindo que estão a ter dificuldades em levantar dinheiro nos bancos e acesso às instituições públicas, por falta de documentos.

Deram a conhecer que a obtenção de novos documentos, como Bilhete de Identidade ou Certidão de Nascimento, implica custos que muitas famílias não conseguem suportar.

A vice-governadora de Benguela para o sector Político, Social e Económico, Cátia Cachuco, considerou a situação complexa e delicada, e defendeu uma abordagem cuidadosa para garantir soluções eficazes.

Assegurou que o sector da Justiça está a trabalhar na criação de condições para o início do processo de reposição de documentos.

Sublinhou que o regresso às residências será feito de forma gradual, privilegiando as famílias com condições de habitabilidade.

As cheias provocadas pelo transbordo do rio Cavaco, a 12 de Abril último, afectaram vários bairros e parte da cidade de Benguela, e provocaram, até ao momento, 19 mortos, 31 desaparecidos e oito mil e 36 famílias desalojadas.

O balanço provisório indica ainda a destruição de mil 540 residências, a danificação de outras três mil 871 e inundação de duas mil 586.

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