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Detidos membros de associação auto-denominada "Força de Intervenção Comunitária"

Integrantes da associação auto-denominada "Força de Intervenção Comunitária-FIC" detidos pelo SIC
Integrantes da associação auto-denominada "Força de Intervenção Comunitária-FIC" detidos pelo SIC Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 13h41 13/05/2026

Luanda – O Serviço de Investigação Criminal (SIC) desmantelou uma uma associação criminosa, auto-denominada “Força de Intervenção Comunitária-FIC”, por usurpação de funções, uso ilegítimo de designação e falsas promessas de emprego.

De acordo com um comunicado, o SIC dá a conhecer que, em coordenação operativa com a Polícia Nacional e demais órgãos de defesa e segurança, a associação foi desmantelada, domingo último, no bairro Boa Fé, município dos Mulenvos (Luanda).

Segundo o comunicado, os integrantes da associação foram detidos por fortes indícios do uso Ilegítimo de designação, sinal ou uniforme, similares aos das forças de defesa e segurança, extorsão e usurpação de funções, consubstanciado em terem defraudado mais de cinco mil cidadãos com falsas promessas de ingresso no Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.

A operação resultou na detenção de 60 cidadãos, incluindo a sua liderança, que foram flagrados a realizar uma formatura clandestina à céu aberto onde estavam a ministrar aulas de ordem unida, esclarece o comunicado.

A investigação preliminar apurou que a estrutura do grupo é composta por mais de cinco mil membros em todo o país, dos quais mil e 800 estão na província de Luanda, sublinha o comunicado, adiantando que as inscrições na associação custam cinco mil kwanzas e a quota é de dois mil kwanzas mensalmente.

Revela ainda que a cidadã Dorotéia Domingos Correia Canhongo lidera a associação, e apresentava-se como “comissária-chefe” e presidente da FIC, enquanto a sua filha Eliana Dorotéia Canhongo é “comissária” e directora de Recursos Humanos.

Integram igualmente a liderança Carlos Augusto de Almeida Pascoal, “comissário-adjunto” e vice-presidente, e Edgar Canhongo António, “superintendente-chefe”, estando todos detidos.

O SIC esclarece que o uso de uniformes e postos similares aos das forças e serviços de defesa e Segurança do Estado constitui crime previsto na legislação penal angolana, e sublinha que os cidadãos detidos serão presentes ao Ministério Público para os devidos trâmites legais.

Apela a população para denunciar a existência de grupos que se façam passar por instituições do Estado, de modo a preservar a ordem, tranquilidade e segurança públicas.

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