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Avanços na Saúde realçados na Sessão da Comissão Africana dos Direitos Humanos

Secretário de Estado da Saúde Pública
Secretário de Estado da Saúde Pública Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h56 14/05/2026 - Actualizado às 12h56 14/05/2026

Luanda - O secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos de Sousa, destacou os avanços registados por Angola nos sectores da Saúde, Acção Social, Água e Saneamento, apesar dos desafios enfrentados pelo continente africano, como conflitos armados, terrorismo, deslocações forçadas, xenofobia e alterações climáticas.

Intervindo na 87.ª Sessão Ordinária da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, que decorre em Banjul, Gâmbia, desde segunda-feira, o responsável reafirmou o compromisso do país com a promoção e protecção dos direitos humanos.

Carlos de Sousa, segundo o JA Online, referiu que Angola tem reforçado o Serviço Nacional de Saúde com novas infra-estruturas e expansão dos cuidados primários, acções que permitiram a redução da mortalidade infantil de 44 para 32 por mil nados-vivos e da mortalidade materna de 239 para 170 por 100 mil nados-vivos.

Os indicadores, acrescentou, apontam igualmente para a redução da taxa de desnutrição de 9,1 por cento, em 2024, para 5,8 por cento em 2025, bem como o aumento dos partos assistidos por profissionais de saúde de 35 para 64 por cento. “A cobertura de planeamento familiar passou de 60 para 65 por cento, ultrapassando as metas previstas”, afirmou.

Apesar dos progressos, reconheceu que a malária e as doenças diarreicas continuam entre os principais desafios sanitários do país, defendendo o reforço da vigilância epidemiológica, laboratorial e ambiental.

No domínio social, o programa “Kwenda” beneficiou mais de 1,3 milhão de famílias com transferências monetárias directas, enquanto a componente da inclusão produtiva do mesmo programa apoiou mais de 54 mil cidadãos, dos quais 28 mil mulheres, por meio da entrega de ferramentas de trabalho, mudas e animais.

Carlos Pinto de Sousa disse, ainda, que o Governo tem prestado apoio às pessoas afectadas pelas cheias provocadas pelo transbordo do rio Cavaco, na província de Benguela, situação que atingiu mais de oito mil famílias.

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