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Aposta na Neurorradiologia reduz envio de pacientes para o exterior

Participantes no 1º Encontro de Neurorradiologia de Intervenção
Participantes no 1º Encontro de Neurorradiologia de Intervenção Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h09 15/05/2026 - Actualizado às 13h11 15/05/2026

Luanda - A introdução da Neurorradiologia no sistema sanitário reforça a autonomia do país no tratamento de patologias complexas e reduz a necessidade de evacuações médicas para o exterior, que podem custar até 300 mil dólares por paciente.

O facto foi revelado, quinta-feira, em Luanda, pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, no 1.º Encontro de Neurorradiologia de Intervenção, que decorreu no Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé”.

“Angola reafirma hoje o seu compromisso com a construção de um sistema de saúde moderno, sustentável, tecnologicamente avançado e capaz de responder, com meios próprios, às patologias de maior complexidade clínica, reduzindo a dependência externa e consolidando a soberania sanitária”, sublinhou, segundo uma nota de imprensa, que o JA Online faz referência.

De acordo com a ministra, esta abordagem permite intervenções mais rápidas, seguras e menos invasivas, aumentando significativamente as chances de sobrevivência e recuperação funcional dos pacientes.

“Com a implementação progressiva desta valência em Angola, estimamos uma redução expressiva dos custos para o Estado, maior celeridade na resposta clínica, diminuição do sofrimento das famílias e, acima de tudo, preservação de vidas humanas”, frisou.

Entre os procedimentos realizados destacam-se o tratamento de AVC agudo isquémico, tratamento de aneurismas cerebrais, correcção de malformações vasculares, embolização de fístulas arteriovenosas e intervenções neurovasculares complexas.

A neurorradiologia de intervenção é uma sub-especialidade médica de ponta, que utiliza técnicas minimamente invasivas guiadas por imagem, como angiografia, fluoroscopia e tomografia, para tratar doenças cerebrovasculares de alta complexidade.

A iniciativa faz parte do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde, que prevê a capacitação de 38 mil profissionais, sendo 80% da formação em Angola e 20% no exterior, reforçando a aposta do Executivo na formação local especializada.

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