Angola participa na Assembleia Mundial da Saúde
Luanda - A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, chefia a delegação de Angola que participa, de 18 a 23 do corrente mês, em Genebra (Suíça), na septuagésima nona Assembleia Mundial da Saúde.
Sílvia Lutucuta chegou, este domingo, a Genebra, e tem previstas igualmente reuniões com líderes, especialistas e parceiros internacionais.
À sua chegada, Sílvia Lutucuta foi recebida pela representante permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas e outras Organizações Internacionais em Genebra, Ana Maria de Oliveira.
Segundo se soube, num momento em que os desafios sanitários globais dominam a agenda internacional, Angola vai procurar afirmar-se como parceiro estratégico nas políticas de saúde pública em África, durante a reunião mundial, que tem em agenda debates sobre as respostas às emergências sanitárias, financiamento global da saúde e cobertura universal.
Durante a assembleia mundial, a delegação angolana vai participar em debates interactivos e manter encontros bilaterais e multilaterais com organismos e parceiros estratégicos, entre os quais o GAVI, o Fundo Global, o UNICEF, entre outras agências internacionais ligadas ao desenvolvimento da saúde global.
De recordar que Angola mantém uma cooperação contínua com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para fortalecer o seu Sistema Nacional de Saúde e dar resposta às emergências sanitárias.
Entre as principais áreas de cooperação destacam-se o combate à malária, cólera, poliomielite, tuberculose e sarampo, assim como as campanhas nacionais de vacinação e vigilância epidemiológica, fortalecimento dos cuidados primários de saúde, expansão dos serviços materno-infantis nas zonas rurais, formação e capacitação de profissionais de saúde, resposta rápida a surtos e crises sanitárias, bem como a implementação de políticas de Cobertura Universal de Saúde.
Apesar dos avanços registados, nos últimos anos, Angola continua a enfrentar desafios importantes como a elevada incidência da malária, mortalidade materno-infantil, escassez de profissionais de saúde e desigualdade no acesso aos cuidados médicos entre zonas urbanas e rurais.