Embaixadora Josefa Sacko propõe liderança mais activa na FAO
Luanda - A embaixadora de Angola na Itália, Josefa Sacko, sublinhou, quarta-feira, que a futura liderança da FAO deverá ter uma colaboração estreita com os Estados-membros, gerir prioridades intergovernamentais complexas, progressos sustentáveis e não se limitar a descrever a crise da fome.
Segundo uma nota de imprensa, a diplomata angolana, candidata para directora-geral da FAO, manifestou o desejo num encontro com os países da África Central, designadamente Burundi, Camarões, República Democrática do Congo, Tchad, Gabão, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, República Centro-Africana, República do Congo e Rwanda.
Josefa Sacko defendeu, para tal, a necessidade de maior atenção aos jovens sem meios de subsistência, às zonas rurais das comunidades cuja resiliência é posta à prova a cada estação, agricultores familiares, pastores, pescadores e às florestas por causa das alterações climáticas.
A embaixadora espera que a próxima liderança da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura ajude os países a passarem de vulnerabilidade à resiliência, da subsistência à prosperidade, a fim de criar condições de sistemas de transformação.
Referiu que a futura liderança da FAO deverá ter uma colaboração estreita com os Estados-membros, gerir prioridades intergovernamentais complexas, progressos sustentáveis e não se limitar a descrever a crise da fome.
“Como mulher líder e ex-comissária da União Africana, alertei que essa transformação não é alcançada através de apenas declarações. É necessária liderança política, disciplina institucional, formação de coligações, provas credíveis, vias de financiamento viáveis e sistemas de distribuição que cheguem às comunidades que passam fome”, frisou.
Josefa Sacko considerou oportuno a mudança de paradigma relativamente ao problema dos sistemas alimentares, que se tornou uma convergência global de crise, tendo em conta as estatísticas que indicam que cerca de 733 milhões de pessoas enfrentam fome, 2,3 mil milhões estão a sofrer de insegurança alimentar moderada ou grave e 2,8 mil milhões não têm meios para pagar uma alimentação saudável.