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Reforçada capacidade de resposta ao cancro infantil

Encontro entre técnicos angolanos e brasileiros do sector da saúde
Encontro entre técnicos angolanos e brasileiros do sector da saúde Imagens: MINSA

Redacção

Publicado às 21h29 27/05/2026 - Actualizado às 21h29 27/05/2026

Luanda - Ministério da Saúde está a reforçar a capacidade nacional de resposta ao cancro infantil através da formação especializada de profissionais, no âmbito da cooperação bilateral entre Angola e Brasil.

 A iniciativa, de acordo com um comunicado de imprensa, citado pelo JA Online, visa melhorar a qualidade dos cuidados oncológicos pediátricos e aumentar as taxas de sobrevivência das crianças diagnosticadas com a doença no país.

No quadro desta parceria, encontra-se em Angola uma delegação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), chefiada por Luciano Ávila Queiroz, para uma missão de acompanhamento técnico e avaliação das acções em curso no âmbito do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS).

A missão integra especialistas angolanos e brasileiros ligados às áreas de formação, monitorização, avaliação e gestão do conhecimento, que acompanham a execução das acções formativas e o desempenho dos profissionais bolseiros formados no Brasil.

Segundo Luciano Ávila Queiroz, o programa desenvolvido com Angola já é considerado uma das mais importantes iniciativas de cooperação internacional do Brasil na área da saúde.

A delegação conjunta tinha prevista para esta quarta-feira visitas técnicas às províncias do Bengo e de Luanda, com destaque para o Hospital Provincial do Bengo, Hospital Geral do Bengo Reverendo Guilherme Pereira Inglês e Hospital Geral de Cacuaco Heróis de Kifangondo.

A agenda inclui a avaliação dos serviços hospitalares, levantamento das necessidades de recursos humanos e identificação de áreas prioritárias de formação especializada.

Paralelamente, decorre no Hospital Geral de Cacuaco uma formação internacional avançada em oncologia pediátrica e inserção de Cateter Central de Inserção Periférica (PICC), que decorre de 25 de Maio a 3 de Junho de 2026.

A acção é implementada com apoio do Instituto Angolano de Luta Contra o Cancro e especialistas do Instituto Nacional de Câncer do Brasil (INCA/RJ).

A formação reúne médicos, cirurgiões, anestesiologistas e enfermeiros de várias unidades hospitalares do país, abrangendo conteúdos ligados ao diagnóstico precoce do câncer infantil, cirurgia oncológica pediátrica, segurança do paciente, técnicas de biópsia e acesso venoso especializado.

O programa prevê capacitar até 50 profissionais na componente teórica e 15 na componente prática.

As autoridades sanitárias angolanas consideram que a cooperação representa um investimento estratégico no fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.

O Ministério da Saúde defende que o reforço da qualificação técnica dos profissionais permitirá melhorar o atendimento, ampliar a capacidade de tratamento especializado e oferecer mais esperança às crianças e famílias afectadas pelo câncer infantil em Angola.


 

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