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Novo Hospital dos Queimados vai ser inaugurado em Julho próximo

Presidente da República, João Lourenço, constata andamento das obras do futuro Hospital dos Queimados
Presidente da República, João Lourenço, constata andamento das obras do futuro Hospital dos Queimados Imagens: CIPRA

Redacção

Publicado às 18h14 02/06/2026

Luanda - O futuro Hospital dos Queimados, denominado Julius Nyerere, actualmente em fase final de construção, vai ser inaugurado na segunda quinzena de Julho próximo, anunciou, esta terça-feira, em Luanda, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

Sílvia Lutucuta, que falava à imprensa no final da visita de constatação que o Presidente da República, João Lourenço, efectuou às obras do futuro Hospital, em construção na Centralidade do Kilamba, em Luanda, adiantou que a infra-estrutura representa um investimento de grande envergadura do Executivo e terá uma componente especializada no tratamento de queimados, associada a serviços hospitalares gerais.

“Em princípio, há um esforço muito grande do empreiteiro, um acompanhamento rigoroso do Ministério da Saúde e da fiscalização, e as obras estão a bom ritmo”, frisou a ministra.

Com capacidade para 252 camas, a unidade vai contar com serviços de elevada complexidade, incluindo três câmaras hiperbáricas, blocos operatórios modernos e unidades de cuidados intensivos preparadas para atender pacientes com queimaduras graves.

“Acreditamos que na África Subsaariana, para além da África do Sul, nós somos os primeiros. Não é só para tratar o grande queimado, mas temos outros traumas dos pilotos, dos mergulhadores e outras situações clínicas que necessitam do uso de câmara hiperbárica”, salientou.

A infra-estrutura vai integrar laboratórios, áreas de investigação científica e espaços concebidos para proporcionar conforto aos pacientes internados e aos seus familiares.

Além do tratamento clínico das queimaduras, o hospital terá uma forte componente de cirurgia reconstrutiva e cirurgia plástica, destinadas a recuperação funcional e estética dos pacientes.

“As grandes queimaduras exigem não apenas o tratamento das feridas, mas também reconstrução e enxertos para devolver a auto-estima e qualidade de vida aos pacientes”, sublinhou Sílvia Lutucuta.

Embora procedimentos de enxertos já sejam realizados no Hospital Neves Bendinha, a nova unidade vai incorporar tecnologias mais avançadas e ampliar significativamente a capacidade de atendimento especializado, enfatizou.

Sílvia Lutucuta realçou que o hospital, onde vão trabalhar numa primeira fase cerca de mil e 200 profissionais, entre médicos especialistas e internos, enfermeiros gerais e técnicos especializados, será uma unidade assistencial de nível terciário, e um centro de formação e investigação médica.

Neste âmbito, disse que Angola já possui profissionais em processo de especialização no Brasil e em Portugal, devendo receber igualmente equipas internacionais que irão apoiar a formação local de quadros.

O projecto enquadra-se no Programa Nacional de Especialização em Saúde, que prevê formar, até 2028, cerca de 38 mil profissionais de várias áreas da saúde.

“Nós vamos ter um foco muito importante naquilo que é a formação de quadros, por isso vamos fazer um grande investimento”, enfatizou.

Garantiu que o Hospital Neves Bendinha vai continuar em funcionamento, embora alguns especialistas daquela unidade venham a reforçar os serviços da nova estrutura hospitalar. “Nós temos profissionais muito bons que estão neste momento no Neves Bendinha”, salientou.

Deu a conhecer que o objectivo é criar competências nacionais na área de queimados, permitindo futuramente expandir este conhecimento para outras unidades sanitárias do país.

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