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Descartada existência de Mpox na província de Ícolo e Bengo

Vacinas contra a Mpox
Vacinas contra a Mpox Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h57 12/06/2026

Luanda - O Ministério da Saúde descartou a existência de qualquer caso positivo de Mpox na centralidade do Sequele, província do Icolo e Bengo, de acordo com um comunicado tornado público, esta quinta-feira, em Luanda.

Segundo o comunicado, o Ministério da Saúde reagia ao facto de ter tomado conhecimento de informações partilhadas nas redes sociais e em diversas plataformas digitais sobre um alegado caso de Mpox, que supostamente envolve uma criança residente no município do Sequele.

O ministério esclarece que três casos suspeitos foram submetidos a avaliações clínicas, epidemiológicas e laboratoriais, em conformidade com os protocolos nacionais de vigilância em saúde pública.

Adianta que as amostras recolhidas foram analisadas pelo Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS), que confirmou a inexistência de infecção por Mpox nos pacientes avaliados, e sublinha que, apesar dos resultados negativos, as autoridades sanitárias garantem o acompanhamento dos pacientes.

No seu comunicado, realça que foram igualmente recolhidas novas amostras para exames complementares, visando identificar a origem dos sintomas apresentados.

Recorda que várias doenças infecciosas podem apresentar sinais clínicos semelhantes aos da Mpox, entre as quais a varicela, o sarampo, a rubéola, a doença mão-pé-boca, infecções por herpes vírus e a escabiose, entre outras patologias ainda em investigação.

O comunicado reforça ainda que, até ao momento, não existe qualquer caso confirmado de Mpox relacionado com esta ocorrência, nem qualquer outro caso confirmado da doença na província do Icolo e Bengo.

O Ministério da Saúde apela a população a manter serenidade e evitar a divulgação de conteúdos sem confirmação oficial, e alerta para os riscos da desinformação e do alarme social.

"As autoridades asseguram que a vigilância epidemiológica e laboratorial permanece activa, em todo o território nacional, com vista à detecção precoce de eventuais casos e implementação das medidas de saúde pública necessárias", lê-se no comunicado.

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