Reconhecido contributo das mulheres na moralização da sociedade
Luanda - A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento Neto, enalteceu, sexta-feira última, em Luanda, o importante contributo das mulheres religiosas no resgate dos valores cívicos e na moralização da sociedade.
Ao discursar na terceira Conferência Internacional da Mulher Tocoísta, realizada sob o lema “70 anos de exigência, firmes nos ensinamentos do pai Mayamona, rumo aos desafios da nova evangelização”, sublinhou que as mulheres que actuam nas igrejas e nos ministérios desempenham um papel fundamental na transformação social.
Realçou que deve haver uma reflexão mais ampla sobre a contribuição feminina fora do ambiente religioso, enfatizando que é preciso olhar para a mulher fora da igreja e compreender qual tem sido o seu papel na sociedade, assim como é importante avaliar o que cada uma tem feito nas diferentes áreas da vida comunitária.
Realçou que as igrejas continuam a ser parceiras estratégicas do Estado, na busca de soluções para os desafios sociais que afectam as famílias angolanas.
Durante a sua intervenção apontou para a necessidade de se melhorar as acções de prevenção contra o cancro e o combate à fístula obstétrica, problema que afecta a dignidade e a qualidade de vida de muitas mulheres.
Por sua vez, o líder espiritual da Igreja Tocoísta, Dom Afonso Nunes, enalteceu o fortalecimento da família, baseado no amor, respeito e perdão, que considerou ser essencial para a construção de uma sociedade estável e harmoniosa.
Defendeu que deve existir mais atenção a palavra, amor e perdão no seio familiar, para que haja uma igreja forte e uma sociedade estável e harmoniosa, recordando o papel da mulher como pilar do lar, da igreja e da sociedade, tendo alertado para os desafios impostos pela tecnologia, desestruturação das famílias e educação dos filhos.
Sublinhou que 70 anos depois da criação do Conselho Central da Mulher, as mulheres continuam a desempenhar um papel decisivo no desenvolvimento espiritual e social das comunidades, e continuam a ser chamadas para assumirem maiores responsabilidades na igreja e na sociedade.