Governo projecta construção de mais casas sociais em Benguela
Lobito - O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, afirmou esta sexta-feira, em Benguela, que as 225 casas sociais que começaram a ser construídas no bairro da Graça fazem parte de um primeiro pacote de 725.
Falando em conferência de imprensa, o governante disse que o referido pacote está orçado em 40 mil milhões de Kwanzas, num projecto que visa realojar pessoas que viviam em zonas de risco.
"Elas vão agora viver em áreas mais seguras, que foram aprovadas por instrumentos de ordenamento", afirmou.
O governante informou ainda que a auto-construção dirigida vai fazer parte deste programa.
Assim, determinados cidadãos vão manter-se em zonas que estão dentro do plano de ordenamento e o Estado vai ajudar com material e instrução técnica.
Neste pacote, também está contemplado um antigo problema da cidade do Lobito, segundo ministro.
"Um segundo pacote, já autorizado, de cerca de 1.392 casas, está orçado em 64 mil milhões de Kwanzas, o que permite dizer que estaremos um pouco acima de duas mil casas. Os recursos já foram aprovados", revelou.
Carlos Alberto acrescentou que as obras serão realizadas de forma faseada.
"Vamos fazer o possível para tentarmos entregar as primeiras em 2026 e o resto em 2027. Mais do que a pressa, temos de construir as casas bem, com a dignidade necessária para o nosso povo", considerou.
O governante prometeu que o seu pelouro vai prestar muita atenção às infra-estruturas básicas como a energia, água, vias de acesso, redes técnicas e equipamentos sociais, como escolas e posto médico.
Referiu-se ao empresariado local, afirmando ser necessária a sua participação porque, a seu ver, Benguela tem empresas fortes, que no momento crítico ajudaram muito.
"A nossa visão é que essas empresas façam parte, ajudando na auto-construção e também na criação dos acessos e outras infra-estruturas que são úteis nesta fase", considerou.
Quanto aos diques de protecção do rio Cavaco, disse que a sua equipa veio constatar o ponto de situação das obras emergenciais. Neste momento, está-se a elaborar os estudos e projectos para uma intervenção definitiva.
"Nesta fase recebemos sete teses de mestrado e doutoramento nesta área, onde participam também cidadãos da província de Benguela. Uma vez feitos os estudos e projectos, vamos voltar novamente para num workshop apresentar e validar as soluções técnicas para a intervenção definitiva", explicou.
Segundo o ministro, haverá continuidade dos trabalhos no rio Cavaco, o início dos trabalhos no rio Catumbela e também no Rio Coporolo. A melhoria de algumas estradas também está prevista, de acordo com o próprio decreto.
Esse projecto, a ser executado por diferentes empresas, tem uma coordenação para harmonização da metodologia de trabalho, referiu.
"A fase de recrutamento das intervenções definitivas só será feita com a validação dos trabalhos. Isso deve acontecer em Setembro ou Outubro", afirmou.
Questionado sobre os motivos do atraso nas obras do mercado do Tchapanguele, informou que se deveu, numa primeira instância, à falta de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais, (ETAR). Neste momento já está feito e vai entrar em testes brevemente.
O segundo elemento, acrescentou, era a inexistência de uma central térmica. "Foi construída uma de 725 kva que vai permitir em períodos de alternância assegurar o trabalho no mercado", disse.
"O último passo será a área de frio. Temos todas as condições criadas. O prazo de entrega continua a ser no segundo semestre de 2026, conforme estava previsto", informou.
Quanto à execução física da infra-estrutura, que está a 90 por cento, disse estar acima da execução financeira, mas que até agora mantém-se a programação.
O dirigente informou que tem havido uma compreensão muito grande por parte do empreiteiro e o ritmo de trabalho mantém-se normalmente.