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Ministra defende comunicação estratégica para reforçar confiança no Sistema Nacional de Saúde

Ministra Sílvia Lutucuta
Ministra Sílvia Lutucuta Imagens: MINSA

Redacção

Publicado às 09h45 06/07/2026 - Actualizado às 09h46 06/07/2026

Luanda - A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, defendeu, domingo, em Luanda, que a comunicação em saúde desempenha um papel determinante na qualidade dos serviços prestados à população e no fortalecimento da confiança do sistema sanitário.

Ao intervir na abertura do Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde, que decorre até hoje sob o lema "Comunicação Estratégica, Humanização dos Serviços e Confiança Pública: Construindo o Novo Paradigma do Sistema Nacional de Saúde em Angola", afirmou que a qualidade da assistência não depende apenas da competência técnica dos profissionais.

"A qualidade dos cuidados de saúde depende igualmente da capacidade de comunicarmos mais e melhor, de escutarmos com atenção, de informarmos com transparência e de envolvermos as pessoas nas decisões que dizem respeito à sua própria saúde", sublinhou, citada pelo JA Online.

Segundo a governante, esta é a visão que o Executivo pretende consolidar, promovendo uma comunicação mais próxima, eficaz e centrada no cidadão.

Sílvia Lutucuta recordou que as recentes emergências de saúde pública demonstraram que a preparação para responder a crises sanitárias não depende exclusivamente da capacidade técnica do sistema de saúde, mas também da forma como a informação é transmitida antes, durante e após uma emergência.

"Nenhum sistema de saúde, por mais forte que seja, consegue proteger plenamente a população se a informação não chegar às pessoas de forma clara, atempada e credível", afirmou.

Destacou que a comunicação de risco e o envolvimento comunitário são actualmente reconhecidos como capacidades essenciais para a prevenção, preparação e resposta às emergências de saúde pública.

Neste contexto, reconheceu que as comunidades são parceiras fundamentais na detecção precoce dos riscos e na implementação de respostas eficazes às emergências sanitárias.

"É esta participação activa que contribui para desenvolver comunidades mais preparadas, resilientes e capazes de enfrentar as actuais e futuras emergências", frisou.

Para Sílvia Lutucuta, investir na comunicação de risco representa um investimento na segurança sanitária do país, reforçando a capacidade de prevenção, resposta e protecção da saúde pública.


 

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