Estudantes angolanos destacam-se no ano lectivo 2026 na Nigéria
Luanda - Oito estudantes angolanos da Baldom International School de Abuja (Nigéria) terminaram com distinção o ano lectivo 2026, e prestigiaram o nome de Angola no rigoroso sistema de educação daquele país.
Do grupo, quatro estudantes concluíram o ensino médio e foram graduados nas engenharias de Ciências Humanas, Físico-Biológicas e Negócios, enquanto os outros quatro terminaram o ensino primário com distinção de alunos com melhor crescimento e adaptação.
Tratam-se dos alunos Graciano Paulo Milando, Francisco António Cuzanda, Esperança da Conceição Cuzanda e Janeth Vanessa Lourenço que se prepararam para os desafios do ensino superior nas ciências de Engenharia Informática, Cibersegurança e Gestão de Negócios.
Graciano Paulo Milando foi declarado o melhor estudante da Baldom International School em 2026, nas cadeiras de Química, Física, Matemática e Biologia, bem como o melhor líder da Associação dos Estudantes, tendo sido agraciado com vários prémios.
Por outro lado, Graciano Paulo Milando e Dádiva Kimbango mereceram outra notoriedade ao publicarem, na revista da Baldom International School, dois artigos de destaque pedagógico sobre a adaptação e crescimento dos alunos estrangeiros, harmonia da Educação com a Inteligência Artificial, economia de tempo e uso responsável da Inteligência Artificial.
Para além dos quatro angolanos, o grupo integrou cinco finalistas nigerianos e um sudanês.
Em maio deste ano, um outro angolano, Denilson Kafikiri, licenciou-se na Universidade de Nile, em Abuja, em Segurança Cibernética.
Os estudantes angolanos residentes na Nigéria poderão ser incluídos nas bolsas de estudo de 2027, recentemente negociadas pelo embaixador de Angola na Nigéria, José Bamóquina Zau, com a Fundação Tony Elumelu do multimilionário nigeriano que neste ano decidiu financiar 50 micro-projectos de jovens empreendedores de Angola.
Os jovens que abraçarem as ciências de computação poderão igualmente estagiar na fábrica de drones Terra Industries, para adquirir competências em tecnologias de produção e gestão de drones de segurança pública, vigilância agrícola e protecção da indústria de petróleo e gás.
Poderão também desenvolver soluções inteligentes de Hardware e Software com a tecnologia TerraHaptix, que combina mecânica, robótica e inteligência de geolocalização, meteorologia e vigilância agrícola.
O sistema de educação na Nigéria obedece ao Modelo 6-3-3-4, sendo seis anos de ensino primário, três de secundário júnior, três de secundário sénior, que prepara os alunos para a universidade ou para escolas técnicas, e quatro de ensino superior que compreende universidades, politécnicos, faculdades de educação e de tecnologia.
Os cursos de bacharelado duram, no mínimo, quatro anos, sendo que o ensino é formalmente estruturado para fornecer nove anos de educação básica obrigatória, indica uma nota de Imprensa da Embaixada de Angola na Nigéria.