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Queimaduras continuam a ser um grave problema de saúde pública

Participantes no Seminário Nacional sobre Abordagem ao Paciente Queimado
Participantes no Seminário Nacional sobre Abordagem ao Paciente Queimado Imagens: MINSA

Redacção

Publicado às 11h35 27/07/2026 - Actualizado às 11h35 27/07/2026

Luanda - As queimaduras continuam a representar um problema de saúde pública no país devido às elevadas taxas de mortalidade, morbilidade e incapacidade funcional que podem provocar.

O alerta foi feito, domingo, pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, na abertura do Seminário Nacional sobre a Abordagem ao Paciente Queimado, que reúne especialistas nacionais e internacionais, em Luanda, segundo notícia do JA Online.

O tratamento dos pacientes queimados, explicou, exige uma abordagem multidisciplinar e altamente especializada, envolvendo cuidados intensivos, cirurgia reconstrutiva, enfermagem especializada, fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição clínica, apoio psicológico e reinserção social.

Sílvia Lutucuta disse que é neste contexto que o seminário assume particular relevância, por promover a actualização técnico-científica dos profissionais de saúde, estimular a troca de experiências entre especialistas nacionais e estrangeiros e consolidar competências capazes de fortalecer a rede nacional de assistência ao paciente queimado.

A governante reafirmou o compromisso do Ministério da Saúde em continuar a investir na valorização dos profissionais, sublinhando que a qualidade dos serviços prestados depende, em grande medida, da formação contínua, da inovação e da permanente actualização do conhecimento.

Na ocasião, referiu igualmente o papel do Instituto de Especialização em Saúde (IES) e da Unidade de Implementação do Projecto de Formação dos Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (UIP-PFRHS), instituições que têm desenvolvido iniciativas estruturantes para reforçar as competências técnicas dos profissionais do sector.

Durante a cerimónia, a ministra prestou uma homenagem aos profissionais do Hospital Neves Bendinha, reconhecendo a dedicação, a resiliência e o sentido de missão das equipas que, ao longo de vários anos, têm assegurado, de forma humanizada, o tratamento dos pacientes queimados no país.

Chamando-os de "guerreiros", agradeceu o contributo destes profissionais para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde e para a assistência prestada à população.

 

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