UNESCO enaltece acções de Angola na conservação das áreas naturais
08/07/2026 17h53
Luanda – A directora-geral adjunta da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Lídia Brito, enalteceu, esta quarta-feira, em Luanda, o empenho das autoridades angolanas na conservação das áreas naturais.
Lídia Brito, que falava à saída de uma audiência concedida pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, enalteceu ainda o Governo angolano pela Reserva da Biosfera da Quiçama, a primeira classificada em Angola pela UNESCO, em Setembro de 2025, que faz Angola integrar a Rede Mundial de Reservas de Biosfera.
A directora-geral adjunta da UNESCO para Ciência Natural e Exacta frisou que este marco abre expectativas e experiências para outras reservas de biosfera, e permite que as comunidades locais possam aproveitar a capacidade da conservação para desenvolver as suas próprias vidas, em prol do crescimento social e económico.
Reafirmou que a UNESCO vai continuar a apoiar o país nas áreas da educação, cultura, ciência, tecnologia e ensino superior.
Deu a conhecer que a Vice-Presidente mencionou a existência de outras áreas que Angola vai propor à UNESCO para que sejam classificadas como reservas de biosfera, que considerou ser um passo importante para o turismo sustentável.
"Os turistas gostam de estar em sítios que sabem que têm uma boa gestão, que promovem a cultura, o desenvolvimento local e que protegem o ambiente”, sublinhou.
Segundo disse, a ocasião serviu igualmente para passar em revista outras perspectivas na área da biodiversidade e dos oceanos e água para fortalecer a cooperação e garantir o envolvimento dos jovens.
Lídia Brito referiu-se ainda ao facto de Angola ser um dos países membros da UNESCO que tem apoiado a organização nas suas agendas relativas à educação, ciência e cultura.
Por outro lado, destacou a importância do segundo Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia, que decorre em Luanda, de 09 a 10 do corrente mês, como sendo fundamental para a promoção e garantia da paz.
Enfatizou que a expectativa é que haja partilha de experiências e reflexão sobre como se pode garantir que o empoderamento das mulheres e jovens transformem as sociedades, no sentido de uma coexistência pacífica.
Recordou ainda a realização da Bienal de Luanda, que é um fórum de cultura de paz importante, a decorrer em Outubro do corrente ano, com foco em temas ligados a água e saneamento.