CóLERA
ONU aponta avanços no combate à cólera em Angola
29/07/2026 09h12
Luanda - Mais de 3,6 milhões de pessoas foram vacinadas contra a cólera, em três campanhas de vacinação oral, realizadas em 2025, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), em Angola.
De acordo com o documento apresentado esta terça-feira, em Luanda, a ONU destaca que o número de pessoas alcançadas permitiu reduzir substancialmente o risco de transmissão, em áreas de alto risco.
Segundo o relatório, que elogia progressos na saúde pública do país, em 2025, com o apoio da ONU, a taxa de letalidade caiu de 6,9 por cento, no início de Janeiro do ano passado, para 2,4 por cento, em Dezembro do mesmo ano.
A resposta à cólera apoiada pela ONU permitiu igualmente a distribuição de 4,2 toneladas de hipoclorito de cálcio e 25 mil 850 kits familiares para combater a doença.
O acesso a água potável foi restabelecido para quase 25 mil pessoas, através da reabilitação de 14 sistemas de abastecimento.
Um total de 14,35 milhões de doses de vacina contra a poliomielite foi distribuído em duas campanhas de vacinação contra a doença para manter a imunidade da população.
Por seu lado, a campanha nacional de vacinação contra o HPV alcançou 1,28 milhões de adolescentes do sexo feminino, com idades entre os 09 e 12 anos, e coloca Angola como uma referência regional para a eliminação do cancro do colo do útero.
Os progressos na saúde materno-infantil foram igualmente destacado no relatório da ONU, que cita como exemplo a mortalidade neonatal, que diminuiu de 24 para 16 por cada mil nados vivos.
A mortalidade materna baixou de 239 para 170 por cada 100 mil nados vivos, entre os anos 2015-2016 e 2023-2024.
De acordo com o relatório, estas melhorias foram impulsionadas pelo apoio da ONU no reforço dos cuidados de saúde primários, actualização dos protocolos clínicos, melhoria do acesso a serviços de qualidade e formação da força de trabalho.
A ONU apoiou o desenvolvimento da caderneta de Saúde Materno-Infantil em braille, ampliando o acesso para mulheres com deficiência visual, além da impressão dessas cadernetas para mulheres grávidas em províncias rurais.
Além disso, 200 profissionais de saúde, entre enfermeiros e médicos, receberam formação em cuidados neonatais.