EMPREGO
Mais de 774 mil empregos foram criados em Angola em três anos
12/08/2026 10h42
Luanda - Mais de 774 mil empregos formais foram criados em Angola, no período de 2023 ao primeiro semestre do corrente ano, anunciou, esta terça-feira, em Luanda, a ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias.
Ao intervir no workshop sobre "Juventude e Primeiro Emprego", promovido pela Assembleia Nacional, destacou que os dados representam uma redução superior a 75 por cento na perda de postos de trabalho, em comparação com os indicadores registados em 2022.
Teresa Rodrigues Dias considerou os resultados reflexo dos progressos alcançados nas políticas públicas, sobretudo as directamente ligadas à promoção do emprego e protecção dos trabalhadores.
Referiu ainda que os dados sobre a criação de postos de trabalho devem ser analisados em conjunto com a evolução da Protecção Social Obrigatória, tendo revelado que, actualmente, estão registados cerca de 3,55 milhões de segurados, o que representa um crescimento de aproximadamente 40 por cento, face a 2022.
Para a ministra Teresa Rodrigues Dias, o aumento do número de pessoas com actividade económica não constitui, por si só, o principal objectivo das políticas públicas, sublinhando a necessidade de aumentar, progressivamente, o número de cidadãos angolanos com emprego formal, protecção social e direitos laborais assegurados.
Apontou que a taxa de desemprego entre os jovens, dos 18 aos 24 anos de idade, atingiu 40,7 por cento, no primeiro trimestre de 2026, embora represente uma redução significativa, face aos 57,7 por cento registado em 2024.
A ministra destacou igualmente a elevada informalidade, e referiu que cerca de 77,7 por cento da população empregada permanecia no sector informal, em 2025.
Para Teresa Dias, o desafio não consiste apenas em criar postos de trabalho, mas em assegurar empregos com direitos, protecção social, formação e perspectivas de progressão profissional.
Sublinhou que a Inspecção Geral do Trabalho realizou cerca de 25 mil inspeções em todo o país, abrangendo 931 mil 636 trabalhadores, tendo resultado em indemnizações a favor dos mesmos avaliadas em cerca de dois mil 270 milhões de kwanzas.
Adiantou que a rede de centros de formação profissional passou de mil 445 unidades, em 2022, para dois mil 419, dos quais 164 são directamente tutelados pelo Instituto Nacional de Formação Profissional (INEFOP).
No período em análise, disse que 598 mil 221 cidadãos concluíram formações profissionais, tendo 352 mil 575 jovens sido encaminhados para o mercado de trabalho, através dos centros de emprego e agências de intermediação laboral.
Teresa Dias destacou ainda a importância do Sistema Nacional de Formação Profissional, que procura responder às necessidades do mercado através de competências técnicas, digitais e empreendedoras.
Outro instrumento sublinhado pela ministra é o projecto Jovem Mais, com vigência de 2026 a 2030 e financiamento do Banco Mundial, que prevê beneficiar mais de 500 mil jovens, entre os 16 e 35 anos de idade, sendo 40 por cento mulheres e seis por cento pessoas com deficiência.
Revelou que o Fundo Nacional do Emprego (FUNEA) já desembolsou cerca de 12,9 mil milhões de kwanzas para financiar projectos considerados estratégicos, no domínio da promoção do emprego.