SAúDE

Angola realiza pela primeira vez um procedimento de eritrocitaférese

Participantes no workshop sobre Hemofilia Imagem: MINSA

21/08/2026 13h02

Luanda - Angola realizou, pela primeira vez, um procedimento de eritrocitaférese, no âmbito do II Workshop Internacional sobre Hemofilia, realizado de 17 a 20 deste mês, em Luanda, marcando um novo avanço na assistência especializada às doenças hematológicas.

O procedimento constitui uma técnica terapêutica diferenciada que permite a remoção dos glóbulos vermelhos do doente e a sua substituição por eritrócitos provenientes de dadores, criando novas possibilidades de tratamento e reduzindo a necessidade de recurso a capacidades técnicas fora do país.

O marco foi destacado, quinta-feira, segundo o JA Online, durante uma audiência concedida pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, a uma delegação brasileira liderada pela professora Margareth Ozelo, do Hemocentro Unicamp, de Campinas.

Durante o encontro, foram apresentados os resultados da cooperação entre o Instituto Hematológico Pediátrico Dra. Victória do Espírito Santo e o Hemocentro Unicamp-Campinas, estabelecida no âmbito do Twinning Program da Federação Mundial de Hemofilia.

Um dos momentos de destaque foi a entrega à ministra da Saúde do Prémio de Melhor Twinning Program de 2025, atribuído pela Federação Mundial de Hemofilia às duas instituições parceiras.

A distinção reconhece os resultados alcançados no fortalecimento da assistência aos doentes com hemofilia, na formação especializada dos profissionais de saúde e na transferência de conhecimento entre Angola e Brasil.

A governante considerou que o reconhecimento confirma a importância da cooperação técnica baseada na formação e na partilha de conhecimentos, salientando igualmente a realização da primeira eritrocitaférese como demonstração da crescente capacidade do país para incorporar técnicas diferenciadas na resposta às doenças hematológicas.

O II Workshop Internacional sobre Hemofilia reuniu 116 participantes de Angola, Brasil, Moçambique e Cabo Verde, além de profissionais de várias unidades sanitárias angolanas.

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