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Ministra da Saúde inspecciona atendimento no Heróis de Kifangondo

Ministra Sílvia Lutucuta em CabindaImagem: MINSA

24/08/2026 11h21

Luanda - A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, visitou, este domingo, os hospitais "Heróis de Kifangondo" e "Bispo Emílio de Carvalho", localizados na província de Icolo e Bengo, para inspeccionar o nível de prontidão e a qualidade do atendimento aos pacientes.

Uma nota de imprensa indica que, no hospital Bispo Emílio de Carvalho, localizado no município do Zango, Sílvia Lutucuta deixou orientações para melhorar o atendimento aos utentes.

Por sua vez, no hospital Heróis de Kifangondo, Silvia Lutucuta passou pelo Banco de Urgência, Internamento, Neonatologia e Unidade de Cuidados Intensivos, e acompanhou o funcionamento e manteve contacto com doentes.

A nota informa que a iniciativa permitiu identificar alguns constrangimentos relacionados com a organização dos serviços, tempo de resposta aos doentes, realização de exames complementares e tomada de decisões clínicas, sobretudo nos casos que exigem intervenção rápidas.

Na ocasião, disse que um hospital de referência deve assegurar uma resposta adequada e atempada aos pacientes, aproveitando, de forma eficiente, os meios técnicos e humanos disponíveis.

Manifestou descontentamento quanto ao tempo de espera de 24 horas, por parte de uma doente, numa sala de observação sem que houvesse uma resposta, tendo defendido maior celeridade na avaliação, diagnóstico e definição da conduta clínica.

Segundo se lê na nota de imprensa, Sílvia Lutucuta alertou para a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso dos pacientes internados, incluindo a realização dos exames complementares de seguimento e avaliação multidisciplinar dos casos que assim exigem.

Considerou ser importante a melhoria da organização dos espaços e de serem asseguradas condições de atendimento em situações de trauma grave e outras emergências.

Por outro lado, orientou para o cumprimento rigoroso dos procedimentos de triagem para garantir que os pacientes sejam avaliados e encaminhados, de acordo com o grau de gravidade e natureza da situação clínica.

Defendeu ainda uma melhor diferenciação dos circuitos de atendimento, para evitar a concentração de diferentes tipos de doentes num mesmo espaço, quando possuem áreas específicas para Pediatria e as gestantes.

Para a governante, a organização dos serviços deve permitir que os casos potencialmente graves tenham acesso rápido aos meios necessários, sem comprometer a capacidade de resposta às emergências.

Orientou as direcções clínica e pedagógica a reforçarem a supervisão dos internos, tendo em conta as patologias mais frequentemente atendidas nas unidades hospitalares, e apelou aos profissionais de saúde para que o atendimento seja pautado pelo respeito, dignidade e humanização.

Referiu que a qualidade da assistência não depende apenas da existência de equipamentos e recursos, mas também da forma como estes são organizados e utilizados em benefício dos utentes.

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