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SIC extradita cidadão suspeito de integrar rede de ataques cibernéticos a bancos angolanos

Efectivos do SICImagem: DR

26/08/2026 11h44

Luanda - O Serviço de Investigação Criminal (SIC) extraditou, terça-feira, de Portugal para Angola, o cidadão nacional Fernando Nunes Correia, suspeito de integrar uma rede criminosa internacional envolvida em ataques cibernéticos contra instituições bancárias angolanas.

Em comunicado de imprensa, citado pelo JA Online, o SIC esclarece que a operação foi conduzida pela Direcção Nacional de Combate aos Crimes Informáticos e pelo Gabinete Nacional da Interpol, no âmbito da cooperação judiciária e policial internacional.

Segundo o SIC, a investigação, iniciada em Janeiro de 2025, permitiu identificar uma organização criminosa estruturada, composta por cidadãos nacionais e estrangeiros de nacionalidades nigeriana, costa-marfinense, beninense e libanesa, com divisão de tarefas e actuação dirigida contra instituições bancárias em Angola e outros países da região.

As diligências permitiram identificar ataques consumados e tentativas de ataques, tendo a intervenção das autoridades impedido, em determinados casos, a concretização das acções criminosas e a perda de montantes significativos.

O cidadão extraditado, que exercia funções numa instituição bancária no município do Negage, província do Uíge, é suspeito de ter cedido as suas credenciais de acesso e introduzido um equipamento informático na rede interna do banco, criando condições para o acesso remoto aos sistemas da instituição.

O ataque, ocorrido em Janeiro de 2025, terá provocado um prejuízo superior a seis mil milhões de kwanzas. Após a acção, Fernando Nunes Correia deslocou-se para Portugal, numa viagem alegadamente custeada pela rede criminosa, onde terá recebido a sua contrapartida financeira e continuado a colaborar no recrutamento de funcionários bancários.

Até ao momento, o SIC deteve 10 cidadãos, todos em prisão preventiva, enquanto prosseguem as acções para a localização e detenção de outros integrantes da organização, tanto em Angola como no estrangeiro.

Cumpridas as formalidades legais, o cidadão extraditado será presente ao Ministério Público para os trâmites legais

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