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Registadas duas mortes por varíola de macacos em Cabinda

Casos de varíola dos macacos (Mpox) confirmados em Cabinda - Arquivo
Casos de varíola dos macacos (Mpox) confirmados em Cabinda - Arquivo Imagens: DR

Redacção

Publicado às 05h53 03/09/2026 - Actualizado às 05h53 03/09/2026

Luanda - Duas mortes por varíola dos macacos foram registadas pelas autoridades sanitárias de Cabinda, revelou, esta quarta-feira, o secretário provincial da Saúde, Ruben de Fátima Buco.

Ruben Buco, que falava à imprensa depois da reunião da Comissão Provincial de Prevenção e Combate à Varíola de Macacos e Ébola, orientada pela governadora Suzana de Abreu, adiantou que a segunda morte atingiu um cidadão nacional de 37 anos de idade, residente no município de Cabinda e portador de uma infecção crónica.

Adiantou que o mesmo sofria de outras complicações de saúde e não resistiu a doença de Mpox.

A primeira morte registou-se, sexta-feira última, envolvendo uma paciente de 46 anos, que internou com outras complicações, tendo sido diagnosticada com uma doença infecciosa crónica, e não resistiu às complicações da varíola de macacos.

A província de Cabinda tem registados 381 casos notificados, dos quais 264 positivos, 37 internados, 225 altas hospitalares e duas mortes.

Decorre, desde terça-feira última, na província de Cabinda, uma campanha de vacinação contra a varíola de macacos, que prevê vacinar, durante cinco dias, cerca de 30 mil cidadãos, com envolvimento de 25 equipas, compostas por 174 técnicos de saúde.

Ruben Buco reiterou a necessidade de as populações procurarem as unidades sanitárias mais próximas, em caso de sintomas como febre, dores no corpo e o aparecimento de lesões cutâneas para permitir o diagnóstico rápido da doença.

Garantiu que as autoridades sanitárias e outras instituições afins continuam a implementar medidas de prevenção muito rigorosas, sobretudo ao longo das zonas fronteiriças com o Congo e a RDC, no sentido de se evitar a propagação do vírus.

O secretário provincial da Saúde anunciou, esta segunda-feira, o encerramento de várias hospedarias que não reúnem condições de higiene.

Ruben de Fátima Buco disse que a medida visa reforçar os trabalhos em curso para fazer o corte da cadeia de transmissão da varíola de macacos na região.

Reconheceu existirem em Cabinda vários hotéis, pensões e outras unidades similares que reúnem condições normais de funcionamento, daí que as medidas de fiscalização para o encerramento temporário só abrangerem as que estão a margem das medidas de segurança.

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