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Mais de dois mil testam positivo na campanha de hepatite B

OMS pré-qualifica autoteste para hepatite "C"
OMS pré-qualifica autoteste para hepatite "C" Imagens: DR

Redacção

Publicado às 08h32 05/09/2026 - Actualizado às 08h32 05/09/2026

Luanda - O secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Pinto de Sousa, anunciou, quarta-feira última, em Luanda, que a campanha de sensibilização e testagem da hepatite B resultou na identificação de dois mil 954 casos positivos, dos 42 mil 214 cidadãos testados. 

Ao discursar no encerramento da campanha, iniciada a 15 de Julho último, adiantou que durante o processo foram distribuídos 444 mil testes às províncias de Benguela, Bié, Cuanza Sul, Cuanza Norte, Cunene, Luanda, Huíla e Cabinda.

Carlos Pinto de Sousa explicou que a campanha visou ampliar o acesso à informação, reforçar a prevenção, promover a testagem oportuna, favorecer a detecção precoce e garantir o encaminhamento adequado das pessoas identificadas para avaliação clínica, diagnóstico e tratamento.

Durante a campanha, foram realizadas acções de sensibilização e reforçada a estratégia de comunicação, com especial atenção às pessoas em situação de maior vulnerabilidade e risco, bem como os mecanismos de encaminhamento entre os diferentes níveis de atenção.

A taxa global de positividade foi de sete por cento, tendo Luanda registado o maior número de testes, com 19 mil 509, dos quais mil 526 tiveram resultado positivo, correspondente a oito por cento.

Por seu lado, no Uíge foram realizados sete mil 133 testes, com 252 resultados positivos, e na Huíla quatro mil 945 testes, dos quais 189 resultaram positivos, ambas com uma taxa de positividade de quatro por cento.

Benguela realizou três mil 781 testes e registou 309 resultados positivos, correspondente a uma taxa de oito por cento.

Quanto às maiores taxas de positividade, o Cuanza Sul registou 14 por cento, seguido de Icolo e Bengo, com 12 por cento, Cunene com nove, e Bengo, Benguela e Luanda, com oito por cento.

O secretário de Estado sublinhou que o encerramento da campanha não significa o fim das acções de combate à hepatite B, e defendeu a continuidade das actividades de informação junto das comunidades, o reforço da prevenção e a disponibilidade de testes, bem como acompanhamento das pessoas diagnosticadas.

Carlos Pinto de Sousa defendeu igualmente maior coordenação entre os diferentes sectores, profissionais de saúde, parceiros de cooperação, organizações da sociedade civil e comunidades para o alcance da meta de eliminação das hepatites virais, até 2030.

Considerou que os resultados alcançados devem servir de base para melhorar a resposta nacional às hepatites virais, com particular atenção para a prevenção, testagem, diagnóstico, encaminhamento e acompanhamento dos casos identificados.

Sublinhou a necessidade de transformar os constrangimentos identificados em oportunidades de melhoria e de incorporação de boas práticas na estratégia futura de combate às hepatites virais.

Salientou que a eliminação das hepatites exige uma resposta integrada, descentralizada e sustentável, com compromisso institucional, profissionais capacitados, participação comunitária e articulação entre os diferentes parceiros.

Na ocasião, a directora-geral do Instituto Nacional de Luta contra a Sida (INLS), Maria Lúcia Furtado, defendeu uma implementação faseada do programa de hepatite B, tendo em conta as condições de cada província.

Enfatizou que a prevenção deve incidir sobre as principais vias de transmissão da doença, com particular atenção para a sexual, utilização de objectos perfurocortantes contaminados e a de mãe para filho.

A campanha foi realizada sob o lema “Eliminação para Todos, em Todos os Lugares”, no âmbito do Dia Mundial das Hepatites, assinalado anualmente a 28 de Julho.

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