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Angola aposta na impressão 3D para produção de próteses

Angola aposta na impressão 3D para produção de próteses
Angola aposta na impressão 3D para produção de próteses Imagens: DR

Redacção

Publicado às 14h46 11/09/2026 - Actualizado às 14h46 11/09/2026

Luanda - O Ministério da Saúde deu um novo passo na modernização da ortoprotesia e da reabilitação em Angola, com a introdução da tecnologia de impressão 3D no Centro Ortopédico e de Reabilitação Polivalente Dr. António Agostinho Neto (CORPAAN).

A iniciativa, enquadrada no Programa de Formação dos Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), através do Instituto de Especialização em Saúde (IES) e da Unidade de Implementação do Projecto (UIP), em parceria com especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), permitiu capacitar 60 profissionais das áreas de ortoprotesia, fisioterapia, terapia ocupacional, enfermagem, medicina, engenharia e tecnologia.

O encontro realizado quinta-feira, entre o gestor técnico da UIP-PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro, e o director-geral do CORPAAN, Dr. Bértil Miranda Afonso Cassoma, serviu para avaliar os resultados da formação e reforçar a importância da nova tecnologia para o desenvolvimento da capacidade nacional de produção de dispositivos assistivos, segundo nota de imprensa, citada pelo JA Online.

A impressão 3D permite transformar a avaliação clínica do paciente num processo digital que envolve a digitalização, modelação tridimensional, desenho, impressão, montagem, adaptação e acompanhamento da reabilitação. A tecnologia possibilita, assim, a produção de próteses e órteses ajustadas às características individuais de cada paciente.

A solução tecnológica poderá beneficiar pessoas amputadas, crianças com alterações congénitas dos membros, pacientes com deformidades ortopédicas, vítimas de acidentes, pessoas com sequelas neurológicas e cidadãos que necessitem de dispositivos de apoio à mobilidade.

No âmbito da formação, o CORPAAN recebeu uma impressora 3D CREALITY K1 Max, equipamento que permitirá dar continuidade à aplicação prática dos conhecimentos adquiridos e avançar, de forma progressiva, para a produção local de dispositivos.

O modelo adoptado prevê uma transferência gradual de competências. Numa primeira fase, especialistas brasileiros apoiam o desenho e asseguram a supervisão técnica, enquanto as equipas angolanas participam nas diferentes etapas do processo, desde a avaliação e digitalização até à impressão e montagem, com o objectivo de alcançar a autonomia nacional.

Para o gestor técnico da UIP-PFRHS, Job Monteiro, a iniciativa demonstra que o investimento do programa vai além da capacitação individual dos profissionais, procurando criar competências e capacidade instalada nas instituições de saúde.

“Estamos a transformar a formação em capacidade instalada. O conhecimento adquirido deve permanecer no País, ser aplicado nos serviços e multiplicado pelos profissionais angolanos”, afirmou.

Sublinhou, igualmente, que a parceria com a Fiocruz constitui uma oportunidade de intercâmbio científico e tecnológico, contribuindo para que Angola avance na utilização de soluções modernas na área da reabilitação.

Por sua vez, o director-geral do CORPAAN, Bértil Cassoma, destacou a importância de transformar os conhecimentos adquiridos em benefícios concretos para os pacientes, considerando a impressão 3D uma oportunidade para elevar a qualidade dos serviços e reforçar a capacidade de resposta da instituição.

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