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Projecto Bita entra em funcionamento no primeiro trimestre de 2027

Projecto Bita de fornecimento de água entra em funcionamento no primeiro trimestre de 2027
Projecto Bita de fornecimento de água entra em funcionamento no primeiro trimestre de 2027 Imagens: CIPRA

Redacção

Publicado às 12h15 14/09/2026 - Actualizado às 12h15 14/09/2026

Luanda - O projecto Bita, actualmente com cerca de 71 por cento de execução, começa a fornecer água às populações, no primeiro trimestre de 2027, foi revelado, sábado último, durante uma visita do Presidente da República, João Lourenço.

Na ocasião, foi dado ainda conhecer que o Projecto Quilonga Grande está níveis de execução superiores a 90 por cento.

Os projectos estão em execução no município do Bom Jesus, província de Icolo e Bengo.

Desde o início das obras, há três anos, o Presidente da República já efectuou três visitas de constatação, tendo as anteriores ocorrido em Julho de 2024 e Agosto de 2025.

Apresentados pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, os projectos visam reforçar o abastecimento de água potável à zona Sul e centro de Luanda, assim como aumentar a capacidade de produção, tratamento, transporte e distribuição de água às províncias de Luanda e Icolo e Bengo.

Com uma execução global de aproximadamente 71 por cento, o Projecto Bita vai abranger os municípios de Cacuaco, Talatona, Belas e Kilamba.

Segundo o especialista de construção do projecto Hélder Cunha, a adução de água aos centros de distribuição vai ocorrer em Março de 2027, sublinhando que "A previsão para a chegada de água às torneiras é no primeiro trimestre de 2027".

Com início a 10 de Março de 2023, o projecto do Bita contempla a construção da captação de água, a estação de tratamento, quatro novos centros de distribuição e as respectivas redes de abastecimento.

Orçado em aproximadamente 1,2 mil milhões de dólares, o Projecto Bita constitui uma das principais iniciativas de expansão do sistema de abastecimento de água às províncias de Luanda e Icolo e Bengo.

Para além do impacto no abastecimento, a empreitada apresenta também uma componente social, por ter permitido a criação de quatro mil 117 postos de trabalho.

Quilonga Grande com 90 por cento de execução física

No Projecto Quilonga Grande, as condutas de água bruta, com aproximadamente 12,5 quilómetros, atingiram mais de 90 por cento de execução física, enquanto a Estação de Tratamento de Água encontra-se em fase mais avançada, com trabalhos de acabamento e montagem de equipamentos.

Com capacidade para produzir 518 mil metros cúbicos de água por dia, o sistema vai beneficiar cerca de cinco milhões de habitantes e contempla 107 quilómetros de condutas adutoras, novos centros de distribuição e uma capacidade de reserva superior a 185 mil metros cúbicos de água tratada.

A conclusão já está prevista para Novembro do corrente ano.

Na apresentação técnica, o coordenador do Projecto de Abastecimento de Água do Quilonga Grande, Edmundo Frederico, explicou que a infra-estrutura contempla toda a cadeia de abastecimento, da captação de água bruta no Rio Kwanza, ao tratamento e transporte, até a distribuição aos consumidores.

O projecto está estruturado em 27 lotes, que integram as componentes de captação, produção, adução e distribuição, tendo iniciado a sua construção, em Janeiro de 2023, com custos de cerca de 147 milhões de dólares.

Por seu lado, o lote Q2, avaliado em cerca de 333 milhões de euros, contempla a construção das condutas de água tratada que vão transportar o produto da estação para diferentes pontos de Luanda e Icolo e Bengo.

Concluídas as diferentes componentes, o projecto vai beneficiar directamente mais de 2,6 milhões de pessoas, contribuindo para melhorar a regularidade do abastecimento e responder ao crescimento populacional, urbano e industrial da região.

Durante a visita, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, apresentou igualmente o ponto de situação do programa PROÁGUAS, destinado a recuperar infra-estruturas existentes que se encontram fora de serviço.

A iniciativa visa recuperar cerca de 200 mil metros cúbicos de capacidade de produção de água, reforçando a capacidade actualmente instalada.

João Lourenço esteve na estação de tratamento e distribuição, onde recebeu explicação detalhada sobre a empreitada, e visitou também o ponto a partir do qual a água do rio Kwanza será captada para alimentar toda a infra-estrutura em construção.

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