Registadas três mil 665 mortes por afogamento em cinco épocas balneares
Luanda - Angola registou três mil 665 mortes, nas últimas cinco épocas balneares, das quais 760 ocorreram entre 2025 e 2026, revelou o comandante nacional do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, comissário Bravo Mendes.
Segundo o comissário Bravo Mendes, nas últimas cinco épocas balneares, 75 por cento das vítimas foram homens, com idades entre os 09 e 45 anos, ocorrendo com maior incidência em cacimbas, lagoas e rios, noticiou a agência Lusa.
Na época balnear passada, registaram-se 762 mortes por afogamento, um aumento de 82 casos comparativamente ao período homólogo.
Na sua intervenção de abertura da época balnear 2026/2027, realizada no último fim-de-semana, em Benguela, Bravo Mendes apontou a necessidade de se combaterem comportamentos de risco que contribuem para a ocorrência de acidentes, com destaque para a entrada na água sob efeito de álcool.
A utilização de zonas não vigiadas ou interditas, o desrespeito pelas placas de sinalização e as orientações dos nadadores salvadores, bem como a exposição de crianças e adolescentes a ambientes aquáticos sem a devida supervisão, estão também entre as causas dos afogamentos.
Deu a conhecer que, apesar dos constrangimentos e factores de vulnerabilidade identificados, o grau de prontidão e o incremento em mais de 500 nadadores salvadores na época anterior, resultaram no salvamento de 123 cidadãos, em iminência de morte por afogamento, bem como na realização de cerca de 147 mil campanhas de sensibilização pública.
Bravo Mendes destacou que a época balnear inicia num contexto que exige de todos uma maior preparação, vigilância e capacidade de prevenção, tendo em conta as condições climáticas previstas para o período 2026/2027, marcadas pelo fenómeno "El Niño", previsto com intensidade forte a muito forte.