ANO LECTIVO

Novo ano lectivo com mais de 9,8 milhões de alunos

Ano lectivo 2026/2027 aberto oficialmente no Huambo, pela ministra da Educação, Érika de CarvalhoImagem: DR

01/09/2026 08h51

Luanda – Mais de nove milhões e 800 mil alunos vão frequentar o ano lectivo 2026-2027, em todo o país, anunciou, esta segunda-feira, no Huambo, a ministra da Educação, Érika de Carvalho.

Ao discursar na abertura do ano lectivo, cuja cerimónia decorreu no Centro Cultural "Manuel Rui Monteiro", sob o lema “50 Anos a Alfabetizar, a Educar e a Transformar Angola”, revelou que está disponível uma rede de mais de 12 mil escolas.

Defendeu o reforço do acesso à educação, melhoria da qualidade da aprendizagem e valorização dos professores como prioridades estratégicas do sector.

Adiantou que o novo ano lectivo conta com a reabertura de escolas submetidas a obras de requalificação, bem como com a construção de 145 novas escolas em todo o país, no âmbito do projecto “Minha Escola, Meu Futuro”.

No quadro da preparação do ano lectivo, entre Abril e Agosto de 2026, foram distribuídos às províncias milhões de manuais escolares, em reforço aos existentes nas escolas, para além de milhares de carteiras escolares.

Anunciou, igualmente, a abertura da acção de formação dos agentes do Censo Escolar, instrumento que permitirá obter dados sobre a rede escolar, alunos e professores, para melhorar o planeamento e a gestão do sector.

No domínio dos recursos humanos, Érika de Carvalho referiu que está em curso o concurso público de ingresso externo, com nove mil vagas, das quais oito mil para professores e mil para pessoal administrativo, cuja conclusão está prevista para finais de Novembro próximo.

Érica de Carvalho reconheceu o papel dos professores na formação das novas gerações, e afirmou que o Ministério da Educação continuará a reforçar a formação inicial e contínua dos docentes, o desenvolvimento profissional e os processos pedagógicos.

Exortou os alunos a estudarem com disciplina, respeitarem os professores, cultivarem o espírito de investigação e defenderem os valores da paz, tolerância, solidariedade e patriotismo.

Aos encarregados de educação, pediu maior acompanhamento da vida escolar dos filhos, com diálogo permanente com as escolas e participação activa no processo educativo.

Reafirmou a política de distribuição gratuita de manuais escolares da iniciação à sexta classe, enquanto medida que reduz os encargos das famílias e garante aos alunos os instrumentos essenciais de aprendizagem.

Referiu que o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) abrange mais de três milhões de alunos e contribui para a permanência destes nas escolas, bem como para a melhoria do aproveitamento escolar.

Érika de Carvalho defendeu uma escola capaz de formar pessoas preparadas para aprender ao longo da vida, produzir conhecimento, inovar, responder às exigências do mercado global e contribuir para o desenvolvimento de Angola.

Considerou a educação instrumento fundamental para a consolidação da cidadania, paz, justiça social, unidade nacional e inovação, enfatizando que o investimento no capital humano é factor estratégico para o desenvolvimento económico e social do país.

Durante o acto, foram lidas mensagens dos alunos, professores, pais e encarregados de educação, para além de momentos culturais, que sinalizaram a importância da educação na transformação da personalidade humana e no desenvolvimento do país.

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