SAúDE

Angola defende cooperação internacional no combate às pandemias

Delegação angolana da saúde em Nova Iorque Imagem: DR

28/09/2026 12h26

Luanda - Angola defendeu, em Nova Iorque, o reforço da cooperação internacional e da coordenação entre países como factores essenciais para prevenir e responder de forma mais eficaz a pandemias e outras emergências de saúde pública.

A posição foi apresentada pela directora do Instituto de Investigação de Saúde, Joana Morais, durante o Painel 1 do evento paralelo à 2.ª Reunião de Alto Nível sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias (PPRP), realizado à margem da 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, segundo notícia do JA Online.

Ao apresentar a experiência de Angola na resposta à Mpox, a responsável destacou a necessidade de reforçar a vigilância epidemiológica, a partilha de informação e a coordenação entre países, sobretudo nas zonas fronteiriças, onde a circulação de pessoas pode aumentar o risco de propagação de doenças infecciosas.

Segundo os dados apresentados, até 5 de Setembro de 2026, as províncias de Cabinda e Moxico-Leste, ambas fronteiriças com a República Democrática do Congo, concentravam mais de 90 por cento dos casos confirmados de Mpox registados em Angola.

A realidade epidemiológica, referiu Joana Morais, demonstra a importância de mecanismos permanentes de alerta precoce e de cooperação transfronteiriça entre países que partilham riscos sanitários comuns.

A resposta angolana à Mpox é assegurada através do Plano Nacional Multissectorial de Resposta e Controlo da Mpox, baseado na abordagem “Uma Só Saúde” e articulado com as orientações da Organização Mundial da Saúde e os instrumentos continentais de resposta às emergências de saúde pública.

No quadro da resposta nacional, foram activadas a Comissão Nacional e as Comissões Provinciais de Resposta às Emergências de Saúde, enquanto o Centro de Operações de Emergência de Saúde Pública assegura a coordenação com as estruturas provinciais e municipais.

Entre as principais lições apresentadas por Angola para futuras pandemias estão a definição clara de responsabilidades, o estabelecimento de canais regulares de comunicação, a partilha atempada de informação entre países vizinhos e a realização de exercícios conjuntos de preparação e resposta.

A directora referiu igualmente a necessidade de colocar as comunidades no centro das estratégias de prevenção, reconhecendo o seu papel na vigilância comunitária, na prevenção e na procura atempada dos serviços de saúde.

Neste domínio, a experiência acumulada por Angola na resposta à cólera foi também apresentada como uma referência para o reforço da capacidade nacional de preparação e resposta a futuras emergências sanitárias.

O painel, subordinado ao tema “O Mundo Unido: Acção Multilateral para Prevenir, Preparar e Responder a Pandemias e Emergências de Saúde Pública, por meio dos princípios de Equidade e Solidariedade”, reuniu representantes de diferentes países e instituições para partilhar experiências e discutir mecanismos de cooperação destinados a fortalecer a arquitectura global de saúde pública.

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