ENERGIA

Angola apresenta visão sobre transição energética

Ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho PereiraImagem: DR

30/09/2026 07h00

Luanda - A ministra do Ambiente, Ana Paula Pereira, apresentou, em Nova Iorque, a visão de Angola para uma transição energética justa, capaz de conciliar a acção climática com as necessidades de desenvolvimento do país.

De acordo com um comunicado de imprensa, Ana Paula Pereira, que falava na reunião de Alto Nível sobre a Elevação do Nível do Mar, realizada no âmbito da octogésima primeira sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, afirmou que este fenómeno já afecta populações, cidades, ecossistemas e economias.

Ana Paula Pereira defendeu uma resposta integrada à elevação do nível do mar, que proteja as comunidades costeiras, infra-estruturas e meios de subsistência das populações.

Sublinhou que as consequências são particularmente severas para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento e para os países com zonas costeiras de baixa altitude.

Para Angola, o desafio assume especial relevância, devido aos seus cerca de mil 650 quilómetros de litoral atlântico, onde se concentram comunidades, centros urbanos, portos, infra-estruturas energéticas e de transporte, actividades pesqueiras e ecossistemas costeiros.

Defendeu que o litoral constitui também um espaço de oportunidades para a Economia Azul.

Alertou que a elevação do nível médio do mar, associada à erosão costeira, inundações, tempestades e intrusão salina poderá agravar a vulnerabilidade das comunidades e infra-estruturas angolanas, além de exercer maior pressão sobre a segurança alimentar e o desenvolvimento económico.

Perante estes riscos, Angola defendeu uma abordagem que combine engenharia, ciência e soluções baseadas na natureza, para tornar a costa mais segura e as comunidades mais resilientes.

“Proteger a costa é, em última instância, proteger as pessoas, os seus meios de subsistência e o seu direito a um futuro seguro”, afirmou a ministra.

Abordou, também, as prioridades energéticas de Angola na reunião de Alto Nível sobre Acção Climática e Transição Justa, convocada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.

Nesta reunião, interveio em representação do Presidente da República, João Lourenço. 

Na ocasião, defendeu que a resposta às alterações climáticas deve caminhar a par da segurança energética, da redução das desigualdades e da melhoria das condições de vida das populações.

Destacou ainda que, para Angola, a transição energética constitui uma oportunidade para diversificar a economia, criar emprego, desenvolver novas cadeias de valor e promover a industrialização.

Segundo os dados apresentados pela ministra, em 2024, Angola atingiu uma capacidade instalada de geração de seis mil 284 megawatts, composta por 60 por cento de energia hidroeléctrica, 34 de energia térmica, cinco de solar e um por cento de geração híbrida.

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