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Vice-Presidente valoriza aposta na saúde da mulher

Vice-Presidente da República, Esperança da Costa
Vice-Presidente da República, Esperança da Costa Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 12h22 04/10/2026 - Actualizado às 12h22 04/10/2026

Luanda – A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, afirmou, este sábado, que investir na saúde materna e na da mulher significa apostar no futuro, na família e no desenvolvimento do país.

Ao discursar na abertura da segunda edição da Imersão FertiMulher, subordinada ao tema "A Maternidade Real", Esperança da Costa defendeu a continuidade do fortalecimento de uma abordagem integrada, que aproxime as políticas de saúde, educação, protecção social, promoção da igualdade da mulher, género e criança e apoio às famílias.

Sublinhou que falar de maternidade é falar da vida, da família e do futuro, assim como é reconhecer que a protecção da mulher e da criança constitui uma responsabilidade do Estado e de toda a sociedade.

De acordo com Esperança Costa, dados da União Africana, divulgados em Fevereiro do corrente ano, indicam que África registou 442 mortes maternas por cada 100 mil nados vivos, valor que correspondeu a cerca de dois terços das mortes maternas registadas globalmente.

Salientou que estes dados levaram a União Africana a rever a campanha e a definir um roteiro para a saúde materna e neonatal, estabelecendo a meta dos "três zeros", designadamente zero mortes maternas e neonatais evitáveis, zero partos sem assistência qualificada e zero crianças fora do sistema de vacinação.

Esperança da Costa realçou que em Angola o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027 coloca a melhoria das condições de vida das populações e o desenvolvimento do capital humano entre as prioridades da acção pública.

O plano contempla medidas específicas no domínio da saúde materno-infantil, assentes numa visão segundo a qual o futuro do país depende do investimento nas pessoas e da valorização do capital humano, através da melhoria da saúde e das condições de vida das populações.

A Vice-Presidente referiu que o Governo de Angola aposta no fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde, com particular atenção aos cuidados de saúde primários, expansão do acesso, qualificação dos recursos humanos, melhoria das infra-estruturas e equipamentos e reforço da capacidade de resposta dos serviços.

Destacou que, entre 2017 e 2024, foram integrados 46 mil 705 novos profissionais de saúde, considerando a formação e especialização dos quadros uma dimensão essencial da estratégia nacional para o sector.

Informou, igualmente, que vários profissionais concluíram recentemente a especialização em Medicina Geral e Familiar, reforçando uma área considerada fundamental para a consolidação dos cuidados de saúde primários.

Recordou que actualmente o país conta com três mil 348 unidades sanitárias, entre estruturas do nível primário e hospitais municipais.

Deu a conhecer que o acesso aos cuidados de saúde primários passou de 25 por cento, em 2017, para 75 por cento no primeiro trimestre de 2026.

Por outro lado, disse que os dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos de Saúde mostram uma evolução significativa dos principais indicadores de saúde materna e infantil, assim como a mortalidade materna registou igualmente uma evolução positiva, assim como os indicadores de mortalidade infantil e neonatal.

Na ocasião, afirmou que Angola consolidou, nos últimos anos, avanços importantes na resposta nacional ao VIH, com o reforço da prevenção, diagnóstico e tratamento.

Apontou a prevenção da transmissão do VIH de mãe para filho como uma das áreas que mereceu atenção no quadro da resposta nacional, e destacou a campanha "Nascer Livre para Brilhar", como um marco importante neste domínio, por contribuir para a redução da taxa de transmissão do VIH de mãe para filho.

Defendeu que a saúde da mulher exige uma resposta integrada às doenças que continuam a constituir importantes desafios de saúde pública, entre as quais o VIH/SIDA.

Esperança da Costa sublinhou que a amamentação constitui uma das intervenções simples e eficazes para a protecção da saúde da criança, e realçou que Angola possui uma forte cultura de aleitamento materno e, segundo os dados disponíveis, 95 por cento das crianças recebem leite materno.

Por outro lado, a Vice-Presidente apelou a sociedade para, durante o mês de Outubro, reforçar as mensagens de prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama, que devem integrar de forma permanente a agenda da saúde da mulher.

Informou que os dados do Instituto Angolano de Controlo do Cancro registaram 543 novos casos em 2024, 548 em 2025 e 259 no primeiro semestre de 2026, o que corresponde a uma média de 43 casos por mês.

Considerou que estes números devem reforçar a determinação das autoridades e da sociedade na promoção da literacia em saúde, prevenção, identificação precoce dos sinais e sintomas, diagnóstico atempado e acesso ao tratamento.

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