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Floresta da Kumbira terá classificação de área de conservação nacional

Floresta em Angola
Floresta em Angola Imagens: verangola.net

Redacção

Publicado às 13h18 12/10/2026

Luanda - A ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho, anunciou que a floresta da Kumbira, na província do Cuanza Sul, terá categoria de área de conservação nacional e vai integrar a lista das zonas protegidas de Angola.

Ana Paula de Carvalho, que falava num encontro com os membros do Governo local, disse que a proposta da criação da nova área de conservação já recebeu parecer favorável do grupo técnico e das autoridades do Cuanza Sul e vai ser submetida a apreciação do Conselho de Ministros brevemente.

Esclareceu que, após apreciação pelo Conselho de Ministros, o processo seguirá para a Assembleia Nacional, para aprovação.

Revelou que Angola conta 16 áreas de conservação.

Por outro lado, deu a conhecer que uma equipa técnica do seu ministério vai trabalhar com o Governo Provincial do Cuanza Sul na identificação de problemas ambientais, particularmente os relacionados com a exploração de quartzo e o licenciamento das actividades económicas.

Defendeu o reforço das medidas de fiscalização e o cumprimento das normas ambientais e controlo da exploração sem licenciamento, que impede a realização dos estudos de impacto ambiental necessários à prevenção e mitigação dos danos causados à natureza.

No domínio do saneamento básico, fez a entrega de meios de recolha e transporte de resíduos sólidos, tendo reconhecido a necessidade da criação de infra-estruturas adequadas ao tratamento e deposição final do lixo.

Segundo disse, a construção de aterros sanitários exige a identificação prévia de terrenos com cerca de 100 hectares e a realização de estudos de impacto ambiental, de modo a garantir infra-estruturas com uma vida útil superior a 30 anos.

Realçou a valorização dos resíduos, através da separação, reutilização e reciclagem, com destaque para os materiais orgânicos, que podem ser transformados em adubos para apoiar a actividade agrícola.

Abordou ainda os riscos associados às alterações climáticas, inundações e subida do nível do mar, e alertou para a necessidade de proteger as florestas e evitar construções em zonas costeiras vulneráveis.

Revelou estar em curso um estudo sobre as inundações, com enfoque para a província do Cuanza Sul, tendo em conta os impactos registados durante a época chuvosa passada.

No âmbito da educação ambiental, apontou a implementação de iniciativas destinadas a sensibilizar as comunidades para a preservação dos ecossistemas e a redução do uso de plásticos descartáveis, cujos resíduos contribuem para a poluição dos oceanos e ameaçam a biodiversidade marinha.

Reiterou a disponibilidade do Ministério do Ambiente em trabalhar com o Governo do Cuanza Sul na melhoria da gestão dos resíduos sólidos, licenciamento ambiental, reflorestação e educação das comunidades.

Por sua vez, o governador do Cuanza Sul, Eugénio César Laborinho, considerou prioritária a resolução dos problemas de saneamento básico e gestão dos resíduos sólidos, nos 24 municípios da província.

Realçou a necessidade de reforçar os meios disponíveis para garantir a limpeza das cidades e das comunidades.

Apontou a exploração do quartzo e o abate de árvores como os factores que contribuem para a degradação ambiental, adiantando que o Governo local tem adoptado medidas preventivas, em articulação com as forças de segurança, para travar práticas lesivas do ambiente.

Defendeu maior fiscalização das empresas que operam no sector mineiro, que carece do apoio do Ministério do Ambiente para identificar as causas da desflorestação e da degradação dos ecossistemas.

Reafirmou o compromisso do Governo Provincial em promover uma província mais verde, com melhores condições de saneamento e maior participação da população na preservação ambiental.

O Cuanza-Sul tem uma extensão territorial de 58 mil 698 quilómetros quadrados e uma população de dois milhões 327 mil 981 habitantes, e produz cerca de 293 mil e 400 toneladas de resíduos sólidos urbanos por ano.

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