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Angola apresenta iniciativas para melhorar gestão das bacias hidrográficas

Coordenador do Comité Nacional de Gestão da Bienal de Luanda, embaixador Sita José
Coordenador do Comité Nacional de Gestão da Bienal de Luanda, embaixador Sita José Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h22 14/10/2026

Luanda - O coordenador do Comité Nacional de Gestão da Bienal de Luanda, Sita José,
revelou que Angola vai apresentar na Conferência das Nações Unidas sobre a Água de 2026 reflexões e iniciativas destinadas a melhorar a gestão das bacias hidrográficas, sobretudo as transfronteiriças, para promover o acesso equitativo aos recursos hídricos.

Sita José, que falava no final da reunião do referido comité, orientada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, esta segunda-feira, adiantou que a conferência terá lugar em Dezembro próximo, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Na ocasião, Sita José fez saber que se pretende promover o acesso equitativo à água, a nível nacional e transfronteiriço, tendo em conta as necessidades dos sectores da agricultura, indústria e consumo humano, num contexto mundial marcado pela crescente escassez dos recursos hídricos.

Durante a reunião, foi igualmente analisado o estado de preparação da quarta edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não Violência - Bienal de Luanda, agendada para os dias 22 e 23 do corrente mês, no Palácio de Convenções de Luanda.

De acordo com o porta-voz do evento, Nuno Caldas Albino, os trabalhos da reunião incidiram sobre vários aspectos organizativos, com destaque para a nota conceptual do diálogo intergeracional, que deverá reunir Chefes de Estado e de Governo, líderes juvenis e representantes de organizações juvenis de todo o continente africano.

Nuno Caldas Albino, secretário de Estado para Comunicação Social, frisou que foram também avaliados os termos de referência da componente músico-cultural, prevista para 22 de Outubro, bem como outras actividades culturais programadas para o dia seguinte.

A equipa de trabalho apreciou, igualmente, o Plano de Comunicação da Bienal, assim como foram ainda prestadas informações sobre a recepção de altos dignitários e delegações estrangeiras, o asseguramento técnico e operacional, incluindo os serviços de saúde, com vista a garantir as condições necessárias à realização do encontro.

O porta-voz disse que a edição deste ano terá a água como tema central, uma abordagem que procura demonstrar que este recurso essencial não deve ser considerado apenas uma questão ambiental ou económica, mas também um factor determinante para a paz e a segurança.

No seu ponto de vista, é importante envolver os Chefes de Estado, a juventude e diferentes gerações no diálogo sobre a gestão dos recursos hídricos, tendo em conta a disponibilidade desigual da água e os desafios que se colocam ao continente africano.

Nuno Caldas destacou, ainda, que o envolvimento intergeracional poderá contribuir para a prevenção de futuros conflitos relacionados com o acesso à água, recurso indispensável à saúde e à vida humana.

Segundo o porta-voz, os preparativos para o Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não Violência - Bienal de Luanda decorrem como previsto, para acolher os participantes nacionais e estrangeiros e assegurar a realização de um encontro orientado para o reforço da paz, da cooperação e do entendimento entre os povos.

Esta edição decorrerá sob o lema “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.

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