Construídas 736 unidades sanitárias desde 2017
Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, revelou, esta quinta-feira, em Luanda, que, de 2017 ao primeiro trimestre de 2026, Angola construiu 736 novas unidades sanitárias e elevou o número de infra-estruturas de saúde de duas mil 712 para três mil 348.
Ao apresentar a Mensagem sobre o Estado da Nação, na abertura da quinta e última sessão legislativa da quinta Legislatura da Assembleia Nacional, João Lourenço sublinhou que a rede sanitária nacional está organizada em três níveis de atenção.
No nível primário, o país dispõe de 393 postos e centros de saúde e 172 hospitais municipais, enquanto no secundário conta com 56 hospitais gerais e o terciário integra 27 unidades hospitalares, deu a conhecer.
Em Luanda, adiantou, entre 2025 e 2026, foram inauguradas duas novas unidades hospitalares do nível terciário.
No que diz respeito a capacidade de internamento, o sector da Saúde dispõe de 45 mil 146 camas hospitalares, das quais mil 675 estão afectas aos cuidados intensivos, referiu o Presidente da República, adiantando que a intenção é continuar a expandir a rede de infra-estruturas, com previsão de construção de mais hospitais provinciais até 2027.
Quanto aos recursos humanos, nos últimos quatro anos foram integrados 28 mil 429 novos profissionais de saúde, correspondente a 26,6 por cento da actual força de trabalho, estimada em 106 mil 791 profissionais.
De acordo com os dados apresentados, encontram-se também em formação dois mil e 79 profissionais em diferentes áreas de especialização.
O Presidente da República referiu ainda a previsão de reforçar o sector com mais seis mil profissionais, através do concurso público que se encontra em curso, medida que se enquadra nos esforços para aumentar a disponibilidade de recursos humanos nos serviços de saúde, acompanhando a expansão da rede sanitária.
Na área da medicina especializada, o Complexo Hospitalar de Doenças Cardiopulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento realizou mil 391 intervenções cirúrgicas na área cardiovascular, desde o início do seu funcionamento, assim como foram realizadas 136 cirurgias robóticas, adiantou João Lourenço na sua mensagem.
No balanço apresentado, o Presidente da República referiu também melhorias nos indicadores de saúde, dando a conhecer que o acesso aos serviços sanitários passou de 65 por cento, em 2023, para 75, em 2026.
No mesmo período, a esperança média de vida aumentou de 61 para 64 anos, a mortalidade materna diminuiu de 239 para 170 óbitos por cada 100 mil nados-vivos e a mortalidade de crianças com menos de cinco anos baixou de 68 para 52 óbitos por cada mil nados-vivos.