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Áreas de conservação ambiental cobrem 16 por cento do território de Angola

Palanca Negra Gigante
Palanca Negra Gigante Imagens: Fundação Kissama

Redacção

Publicado às 10h53 20/10/2026 - Actualizado às 10h53 20/10/2026

Luanda - A ministra do Ambiente, Ana Paula Pereira, afirmou, em Yerevan (Arménia), que a superfície abrangida pelas áreas de conservação ambiental de Angola passou de 12 para 16 por cento, no período entre 2011 e 2026, fruto dos esforços contínuos de protecção dos ecossistemas.

Ao intervir, sábado último (17), na Cimeira de Líderes sobre Biodiversidade, destacou a recuperação da Palanca-Negra-Gigante, espécie que esteve à beira da extinção, que conta actualmente com cerca de 430 animais registados.

De acordo com uma nota de imprensa do Ministério do Ambiente, citada pela Angop, os animais estão distribuídos na Reserva Integral do Luando, com 230 unidades, e o Parque Nacional de Cangandala, com 200.

Apontou o aumento das populações de elefantes e a reactivação de corredores migratórios como factores que podem intensificar os conflitos entre seres humanos e a fauna selvagem, com impacto directo na segurança e subsistência das comunidades locais.

Reafirmou o alinhamento de Angola com o Quadro Mundial para a Biodiversidade de Kunming-Montreal, concretamente no tocante à protecção de 30 por cento das superfícies terrestres e marinhas, até 2030.

Revelou que estão em curso trabalhos preparatórios para a criação da primeira Área de Conservação Marinha do país.

No âmbito da cooperação regional e transfronteiriça, reiterou o engajamento de Angola em iniciativas conjuntas como o OKavango-Zambeze (KAZA), Iona-Skeleton e Maiombe, sublinhando que a protecção da natureza exige soluções partilhadas.

Na mesa-redonda sobre "Salvaguardar a Natureza para a Paz, a Segurança e o Desenvolvimento", a ministra afirmou que a consolidação da paz e segurança no país permitiu o crescimento populacional de espécies como a Palanca-Negra-Gigante e o Elefante-da-Savana.

Informou que o número de Elefantes-da-Savana passou de três mil e 500 para mais de 15 mil animais.

Apontou ainda que o Sistema Nacional de Áreas de Conservação expandiu de seis para nove parques nacionais, em 2011, contando actualmente com 16 áreas protegidas.

Salientou que o objectivo estratégico do país consiste em colocar 17 por cento do seu território sob conservação ambiental.

Para reforçar a segurança ambiental e o combate à caça furtiva, aumentou de 100 para 600 o número de efectivos dedicados à fiscalização e monitorização das áreas de conservação.

Por último, apontou a desflorestação, queimadas anárquicas, exploração ilegal de recursos, caça de contrabando, expansão agrícola não planeada e os impactos severos das alterações climáticas, sobretudo na região Sul e em áreas semi-áridas, como os principais desafios actuais do país.

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