Sociedade

Sociedade


PUBLICIDADE

China é grande referência mundial em educação profissional

Secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe, participa na Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento do Ensino Técnico e Profissional
Secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe, participa na Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento do Ensino Técnico e Profissional Imagens: DR

Redacção

Publicado às 18h58 20/10/2026 - Actualizado às 18h58 20/10/2026

Luanda - A China tornou-se uma grande referência global em educação profissional, disse o secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social de Angola, Pedro José Filipe.

Em entrevista exclusiva à agência chinesa Xinhua, durante a Conferência Mundial de Desenvolvimento da Educação Profissional e Técnica 2026, realizada de 15 a 17 do corrente mês, em Tianjin (China), Pedro Filipe disse que a China se tornou uma grande referência internacional em educação profissional e técnica.

Adiantou que Angola, com mais de 60 por cento da sua população com menos de 30 anos, deve tornar a formação profissional e o ensino técnico-profissional uma prioridade.

Pedro Filipe destacou que uma das características da China é o alinhamento estreito entre a formação profissional e as necessidades da indústria, bem como a sua capacidade de articular empresas, instituições de ensino e sociedade civil em um ecossistema colaborativo.

"Angola está empenhada em diversificar a sua economia, desenvolver a indústria nacional e promover o desenvolvimento tecnológico. Por isso, devemos olhar para a experiência chinesa como uma referência importante no domínio da formação profissional", enfatizou.

Sobre a cooperação internacional em educação profissional, disse que "a formação profissional permite aos jovens desenvolver e demonstrar os seus talentos, qualificações e capacidades".

Adiantou que não se pode olhar para a formação profissional de forma isolada, "sem ter devidamente em conta as necessidades do mercado de trabalho e os objectivos do desenvolvimento nacional e internacional".

Acrescentou que deve ser estabelecida uma ligação clara entre as metas de desenvolvimento nacional, as de desenvolvimento global e as prioridades da educação profissional para se poder preparar os jovens com competências relevantes e criar melhores oportunidades de emprego, respondendo simultaneamente às necessidades do desenvolvimento econômico.

A China estabeleceu 38 Oficinas Luban em 32 países, oferecendo educação acadêmica para mais de 30 mil estudantes e treinamento de habilidades para mais de 160 mil participantes.

As Oficinas Luban, que levam o nome de um notável artesão da China antiga, são projectos de educação profissional no exterior, estabelecidos conjuntamente por instituições educacionais chinesas e estrangeiras para oferecer programas acadêmicos e treinamento de habilidades.

Pedro Filipe elogiou as Oficinas Luban, dizendo que alguns países africanos já criaram Oficinas Luban, e Angola espera beneficiar da iniciativa.

"As Oficinas Luban conseguem articular a teoria e a prática e colocar a formação técnica e o desenvolvimento das competências humanas no centro do processo educativo", disse, sublinhando que o projecto proporcionará oportunidade para promover o crescimento e o desenvolvimento das competências técnico-profissionais, com resultados concretos para a indústria, emprego e capacitação dos jovens.

No que diz respeito à inteligência artificial, Pedro Filipe apontou que Angola pode beneficiar da cooperação com a China, especialmente ao aplicar o seu potencial à indústria, tecnologia e educação.

"Angola enfrenta uma escassez de professores e de infra-estruturas, em várias regiões do país. Para chegar às comunidades mais remotas, precisamos de recorrer mais à tecnologia. A Inteligência Artificial e as novas ferramentas tecnológicas podem ajudar-nos a responder a estes desafios de forma mais rápida, eficaz e segura", salientou.

A cooperação com a China continua a ser fundamental para o desenvolvimento nacional de Angola, reconheceu Pedro Filipe, na entrevista a agência chinesa.

PUBLICIDADE