TRANSPORTE
Executivo garante melhorar a mobilidade terrestre e aérea
16/10/2026 11h18
Luanda - O Executivo garantiu, melhorar a mobilidade da Comunidade angolana com a construção de novas infra-estruturas de transportes e a distribuição de novos meios.
A intenção foi manifestada, quinta-feira, em Luanda, pelo Presidente da República, João Lourenço, no Parlamento, durante a mensagem sobre o Estado da Nação.
Em relação ao sector dos Transportes, o Chefe de Estado disse que o Executivo disponibilizou para as diversas províncias do país, cerca de 600 autocarros e se pretende distribuir mais 800 para melhorar a mobilidade urbana.
Sublinhou que “o aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, representa um dos maiores investimentos realizados no sector Aeroportuário, cujo o seu funcionamento decorreu de forma faseada, com a entrada de mercadorias e culminando com a transferência integral de todas as Companhias Aéreas”.
De acordo com João Lourenço, a referida infra-estrutura alcançou importantes marcos e certificações estratégicas que reforçam a sua credibilidade, asseguram a conformidade com as normas internacionais e consolidam o seu reconhecimento junto da comunidade aeronáutica internacional.
O aeroporto já movimentou, até ao momento, dois milhões de passageiros e criou 6 mil empregos directos, tendo o terminal de carga aéreo registado 916 movimentos de 33 operadoras diferentes, e tendo movimentado aproximadamente, 28 mil toneladas de carga.
Sobre a TAAG, companhia aérea nacional, foi reforçada com novas e modernas aeronaves, designadamente: quatro Boeings 7879 e 6 Airbus que asseguram as rotas para Europa, América do Sul, África e China.
O Presidente da República avançou, também, que estão em fase de construção os Aeroportos de Mbanza Congo e Cabinda e em carteira os de Cazombo e Mavinga, capitais das novas províncias do Moxico-Leste e do Cuando.
A concessão dos terminais do Porto de Luanda e do Lobito até ao momento já geraram ganhos significativos para o país, acumulando uma receita de 380 milhões de dólares arrecadados.
O mesmo projecto gerou mais 700 postos de trabalho directos e indirectos.
Outro marco importante, segundo João Lourenço, foi a concessão de projectos da cabotagem norte, que tem como objectivo oferecer uma alternativa de passagem e transporte de mercadorias entre as províncias de Cabinda, Zaire e Luanda.
O mesmo projecto, durante o período da sua concepção até ao momento, transformou cerca de 420 mil passageiros, 30 mil toneladas de cargas diversas, perto de dois mil meios rolantes, aproximadamente 650 contentores e realizadas duas e 700 viagens.
Para este ano se prevê inaugurar o terminal de águas profundas do Cairo, no porto de Cabinda.
No transporte ferroviário, o Corredor do Lobito consolidou-se como rota atlântica competitiva, atraindo um investimento de mais de 750 milhões de dólares norte americanos, ligando Angola à Zâmbia e a República Democrática do Congo.
O Presidente da República defendeu, também, que o transporte ferroviário representa um menor custo logístico para o país.
O Executivo pondera ainda reabilitar o troço Nzenza-Cacuso para eliminar os constrangimentos que tem havido na mobilidade.
O Governo pretende, igualmente, investir nos caminhos de Ferro de Luanda, Benguela e Moçâmedes, para facilitar o transporte de passageiros, o transporte de produtos agrícolas e minerais.