BIODIVERSIDADE
Angola apresenta Plano Nacional de Biodiversidade em cimeira na Arménia
21/10/2026 11h20
Luanda - A ministra do Ambiente, Ana Paula Pereira, apresentou o Plano Nacional de Biodiversidade 2026-2030, durante a sua participação na Cimeira de Líderes sobre a Biodiversidade, realizada a 15 e 16 do corrente mês, em Yerevan (Arménia).
Ana Paula Pereira, que representou o Presidente da República, João Lourenço, na cimeira, deu a conhecer que o Plano Nacional de Biodiversidade 2026-2030 foi recentemente aprovado, e prevê uma perspectiva de financiamento de 200 milhões de dólares para a conservação da biodiversidade no país.
Na sua intervenção na cimeira, que decorreu sob o lema "Líderes em prol da Natureza", reafirmou o compromisso de Angola com a protecção do património natural, e destacou o aumento de 12 por cento, em 2011, para cerca de 16, em 2026, da superfície do seu país abrangida pelas áreas de conservação.
Realçou igualmente a recuperação da Palanca Negra Gigante, espécie emblemática e endémica de Angola, cuja população está estimada actualmente em cerca de 430 exemplares, distribuídos pela Reserva Integral do Luando e pelo Parque Nacional de Cangandala, na província de Malanje.
No âmbito de uma mesa-redonda dedicada ao tema "Salvaguardar a Natureza
para a Paz, a Segurança e o Desenvolvimento", Ana Paula Pereira sublinhou o impacto do conflito armado sobre os ecossistemas nacionais, e salientou que a paz criou condições para a reconstrução do país, recuperação dos habitats e reforço da protecção da fauna e da flora.
A cimeira decorreu no quadro da décima sétima Conferência das Partes da Convenção
sobre a Diversidade Biológica (COP17), e contou com a presença de líderes
governamentais, representantes de organizações internacionais, cientistas e outros actores ligados à conservação ambiental, para reforçar a cooperação internacional e mobilizar recursos para travar a perda de biodiversidade.
À margem dos trabalhos, a delegação angolana manteve, domingo último (18), um encontro bilateral com representantes da organização The Nature Conservancy, que manifestaram interesse em explorar oportunidades de cooperação em Angola, com destaque para a biodiversidade e os recursos hídricos, indica uma nota de imprensa da Embaixada de Angola na Rússia.