ALTERAçõES CLIMáTICAS
Lançado programa para adaptação climática
28/10/2026 11h38
Luanda – Um Programa de Inovação em Soluções para Adaptação Climática e Fortalecimento da Resiliência (PARS), orçado em nove milhões de dólares, foi lançado, esta terça-feira, em Luanda, para apoiar 120 empresas e beneficiar mais de 83 mil pessoas.
A iniciativa é uma promoção do Ministério do Ambiente, Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e People in Need (PIN), com financiamento do Fundo Global para o Ambiente, e abrange as províncias do Cunene, Namibe, Huíla, Cuando, Cubango, Luanda e Benguela.
Com duração de cinco anos, o programa visa reduzir a vulnerabilidade climática e aumentar a resiliência das comunidades do Sul e do litoral do país, através da inovação, transferência de tecnologias de adaptação e envolvimento do sector privado.
Na apresentação do programa, o secretário de Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, Nascimento Soares, defendeu a adopção de políticas públicas eficazes, inovação tecnológica, mobilização de investimentos e maior envolvimento do sector privado no combate aos efeitos das alterações climáticas.
O programa prevê capacitar mais de quatro mil e 300 intervenientes, formar mil 229 pessoas e promover práticas sustentáveis em cerca de 32 mil 430 hectares de terra, destacando-se a gestão da água e produção agrícola.
A iniciativa estabelece metas de inclusão de, pelo menos, 50 por cento de mulheres e 20 de jovens, além de apostar no empreendedorismo, inovação tecnológica e criação de empregos verdes.
Por sua vez, o director da People in Need, Marcello Malavasi, afirmou que as secas, inundações e aumento das temperaturas afectam a segurança alimentar, os recursos hídricos e os meios de subsistência das comunidades vulneráveis.
Deu a conhecer que o programa é uma iniciativa regional que abrange seis países e aposta nas empresas e nas soluções locais para transformar os desafios climáticos em oportunidades de desenvolvimento económico sustentável.
A representante da UNIDO, Gatti Eleonora, defendeu o envolvimento das comunidades locais e do sector empresarial na adaptação climática, com enfoque na agricultura, pesca, agro transformação e gestão da água.